Deputado pede ao TCU rigor na análise da nova concessão de rodovias no RS

Marcus Vinícius de Almeida (PP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Metade Sul da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, se reuniu nesta semana em Brasília com o ministro Augusto Nardes. (Foto: Divulgação)

O deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Metade Sul da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, formalizou nesta semana um pedido ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que a Corte atue com rigor na análise da nova concessão federal de rodovias no Estado.

Durante reunião em Brasília com o ministro Augusto Nardes, relator do processo que apura os prejuízos causados pelos contratos da concessionária Ecovias Sul — responsável pelos pedágios nas BRs 116 e 392 —, o parlamentar solicitou informações sobre o encerramento do contrato atual, previsto para março de 2026. Ele também cobrou providências para garantir o ressarcimento de valores que, segundo ele, são devidos pela empresa antes do fim da concessão.

O parlamentar pediu ainda que o TCU acompanhe de forma mais próxima os estudos do novo modelo de concessão, conduzidos pelo BNDES a pedido do Ministério dos Transportes. O projeto prevê a instalação de novos pedágios federais nas BRs 116, 156, 290 e 392, com leilão programado para 2026.

Segundo o deputado, o modelo em discussão é desequilibrado e injusto por concentrar pontos de cobrança apenas na Metade Sul do Estado — justamente a região que, segundo ele, já paga as tarifas mais altas do Rio Grande do Sul.

“É inaceitável que a Metade Sul, mais uma vez, seja a única penalizada. A nova concessão precisa ser debatida de forma transparente e equilibrada. Se a BR-116 começa em Vacaria e termina em Jaguarão, por que os pedágios federais estão concentrados apenas de Guaíba para baixo? Isso é injusto e precisa ser corrigido”, afirmou o parlamentar.

Ele defende que os custos de manutenção das rodovias federais devem ser distribuídos entre todas as regiões do Estado e que os estudos técnicos conduzidos pelo Governo Federal devem ter total transparência pública — algo que, segundo ele, ainda não ocorre.

De acordo com o deputado, o ministro Nardes foi receptivo às demandas e se comprometeu a levá-las ao Ministério dos Transportes, buscando garantir acesso às informações e promover um modelo de concessão mais justo para os gaúchos.