Ao menos nove pessoas morreram em tentativa de invasão a consulado dos EUA no Paquistão após morte de líder iraniano

Muçulmanos xiitas se reúnem durante um protesto anti-EUA e anti-Israel em Skardu, na região de Gilgit-Baltistão, no Paquistão. (Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Ao menos nove pessoas morreram neste domingo (1º) durante uma tentativa de invasão ao consulado dos Estados Unidos em Karachi, no Paquistão, após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Protestos também foram registrados em Bagdá, no Iraque, ampliando a tensão no Oriente Médio e no sul da Ásia.

Em Karachi, centenas de manifestantes tentaram invadir o consulado norte-americano e foram dispersados com gás lacrimogêneo. Segundo a rede Al Jazeera, ao menos nove pessoas morreram em confronto com agentes de segurança, e outras 20 ficaram feridas.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram manifestantes quebrando janelas do prédio. Durante o ato, participantes gritavam palavras de ordem e pediam vingança pela morte do líder iraniano. Protestos também foram registrados em outras cidades paquistanesas, como Lahore.

Iraquianos, um deles segurando um retrato do líder supremo iraniano assassinado, observam enquanto tentam se aproximar de uma ponte que leva à Zona Verde, onde fica a embaixada dos EUA em Bagdá. (Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP)

Tensão em Bagdá
No Iraque, centenas de pessoas se concentraram nas proximidades da Zona Verde, em Bagdá, área que abriga prédios do governo e a embaixada dos Estados Unidos. Jornalistas da agência Agence France-Presse relataram forte presença de forças de segurança e bloqueios nas entradas da região.

Grupos de manifestantes tentaram avançar em direção ao complexo diplomático, atirando pedras contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo. Segundo fontes ouvidas pela AFP, as tentativas de invasão foram contidas até o momento. Um manifestante identificado apenas como Ali afirmou à agência que o protesto pedia a retirada das tropas norte-americanas do Iraque.

Escalada militar
Horas antes da confirmação oficial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o líder iraniano estava morto e classificou o episódio como uma oportunidade para que os iranianos “recuperem seu país”. Em publicações na rede Truth Social, ele afirmou que os bombardeios continuariam “pelo tempo que for necessário”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também declarou haver “fortes indícios” da morte de Khamenei após um ataque contra um complexo em Teerã. Segundo ele, a operação teria atingido integrantes da Guarda Revolucionária e autoridades iranianas.

A ofensiva marcou uma das maiores escaladas militares recentes na região. Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades, enquanto o Irã respondeu com ataques de mísseis contra Israel. Países da região fecharam seus espaços aéreos, e representações diplomáticas norte-americanas no Golfo orientaram cidadãos a buscar abrigo.

A reação nas ruas de diferentes países indica que a crise pode ganhar novos desdobramentos nos próximos dias.