Efeitos do El Niño seguem até meados de outono, diz Metsul

Março é um mês em que normalmente acontece uma grande oscilação climática. (Foto: Freepik)

Os efeitos do fenômeno El Niño continuarão a ser sentidos em Pelotas e região até meados do outono. A informação é da meteorologista Estael Sias, da Metsul Meteorologia. De acordo com ela, o La Niña, que produz efeito contrário ao do El Niño – déficit de chuvas – deve começar a se instalar somente a partir do segundo semestre. Até lá, de abril a julho, a tendência é de que a região viva um período de neutralidade climática. “Não sentiremos os efeitos do fenômeno [La Niña] tão cedo”, descarta a profissional.

Mas até o El Niño perder força, Pelotas e região terão de conviver com seus efeitos – já conhecidos desde setembro do ano passado: frentes frias, ciclones com os contrastes térmicos e chuvas mais generalizadas e acima da média. Para quem não gosta, uma boa notícia: há probabilidade de que a maior parte da próxima estação, que inicia no final deste mês, se caracterize pelo período de neutralidade. Quem já sente falta de frio terá que esperar mais um pouco: temperaturas mais baixas deverão ocorrer apenas no fim de março, entre os dias 28 e 30.

Previsões para março

Por se tratar de um mês de transição entre verão e outono, Estael explica que março é um mês em que normalmente acontece uma grande oscilação de temperatura e chuva, mesclando características das duas estações, principalmente na Zona Sul do Estado. Isso porque as massas de ar frio chegam primeiro em áreas mais próximas à fronteira com o Uruguai.

De acordo com a meteorologista, a chuva deve ocorrer com mais frequência entre os dias 11 e 20 de março. Em termos de temperatura, a previsão é de um resfriamento por volta do dia 5, com queda na temperatura à noite e madrugada. Depois, deve predominar um abafamento parecido com o que já tem sido registrado nos últimos dias.

La Niña

Entre o inverno e a primavera, cresce a possibilidade de formação do La Niña. De acordo com Estael, o período é considerado típico para resfriamento do Oceano Pacífico, o que deve produzir poucas chuvas e potencialização do frio entre o inverno e a primavera.

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