Cadela Belinha é adotada e passa a residir em Pelotas

Ieda deu um lar à amiga de longa data. Foto: Divulgação

A cadela Belinha, que levou as voluntárias do Projeto São Francisco de Assis a mobilizar a comunidade piratiniense realizar doações para tratá-la, passou a morar em Pelotas.

Ela, que até ficar doente perambulava e era acolhida pelas pessoas no comércio local, tem um carcinoma mamário, uma espécie de câncer que os exames já atestaram não ter metástase, ou seja, as células cancerígenas não espalharam para outros órgãos, o que vai possibilitar a cirurgia e grandes chances de cura.

Ieda Jussara Rosa, que morou em Piratini até 2018 e ajudava a cuidar da cadela, é a adotante. “Essa sempre foi minha vontade, mas assim como era quando residia em Piratini, em Pelotas até então eu morava em apartamento, o que inviabilizava a adoção dela, mas sempre quis tê-la comigo, tanto que em Piratini costumava deixar a entrada do prédio aberta para que ela quando chegasse à noite viesse dormir em sua caminha que ainda estava no mesmo local e hoje fui buscar”, contou Ieda, que relembra alguns episódios envolvendo a amiga a quem chama de Nina.

“Antes de eu vir embora para Pelotas, eu a aguardava até tarde da noite com a entrada do prédio aberta. Muitas vezes ela custava a chegar, mas eu esperava. Outras tantas vezes eu abria a porta do carro e a convidava para passear. Em algumas oportunidades ela entrava, mas em outras fugia e ia brincar com as crianças”, recorda a adotante, que como agora mudou para uma casa, decidiu, ao descobrir que a então companheira estava doente, adotá-la imediatamente.

“Agora ela vai ser minha e fazer companhia para meus dez gatos e outro cachorro que já tenho. A levei ao veterinário e após um tratamento ela vai fazer a cirurgia e terá os cuidados necessários”, afirmou.

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