Atriz Nicette Bruno morre devido à complicações do Covid-19

Aos 87 anos, morre Nicette Bruno, a eterna Dona Benta. Foto: Reprodução/Internet
* Com informações de G1.com
A atriz Nicette Bruno morreu na tarde de hoje (20), aos 87 anos, por complicações causadas pela covid-19. Ela estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Casa de Saúde São José, na zona sul do Rio de Janeiro.
A atriz foi internada no dia 26 de novembro, após ser diagnosticada com Covid-19. A piora significativa de Nicette aconteceu na terça-feira (1º), quando a atriz precisou ser sedada e entubada.

 

A artista nasceu em Niterói (RJ) e começou a carreira ainda pequena, aos 4 anos, e um programa infantil na Rádio Guanabara. Com 9 anos, ingressou no grupo da Associação Cristã de Moços (ACM) e despertou o interesse pelo teatro.

Aos 14 anos, já era atriz profissional na Companhia Dulcina-Odilon, da atriz Dulcina de Morais, na qual estreou na peça “A filha de Iório”.  Recebeu prêmio como atriz revelação da Associação Brasileira de Críticas Teatrais devido ao papel interpretado.

Aos 19 anos, conheceu Paulo Goulart, com quem compartilhou quase 60 anos de casamento, ao contracenar com o ator na peça “Senhorita Minha Mãe”, no Teatro de Alumínio, futuro Paço Municipal, em São Paulo.

Os dois se casaram dois anos depois, em 1954, e ficaram juntos até a morte de Paulo, em 2014. Juntos, tiveram três filhos Paulo Goulart Filho, Bárbara Bruno e Beth Goulart.

Na televisão, atuou na primeira adaptação do “Sítio do Picapau Amarelo”, exibida entre 1952 e 1962. Anos depois, estrelaria uma segunda versão da obra de Monteiro Lobato, produzida pela Globo entre 2001 e 2004, como Dona Benta.

Sua primeira novela foi em 1967, na TV Excelsior, na trama “Os fantoches.” Atuou ainda em “Meu pé de laranja lima”, “Éramos seis” e “Como salvar meu casamento”, na mesma emissora.

Nicette foi para a Globo em 1981 onde participou de novelas como “Sétimo sentido”, “Louco amor”, “Selva de Pedra”, “Rainha da Sucata”, “Mulheres de areia” e “O amor está no ar”.

Depois de anos atuou no novo “Sítio do Picapau Amarelo”, e em 2005 atuou em “Alma Gêmea”, de Walcyr Carrasco. Depois, esteve em outra obra do autor, “Sete pecados”, como Juju, grande amor do personagem de Ary Fontoura.

Nos últimos anos, passou por novelas como “A vida da gente”, “Salve Jorge”, “Joia Rara”, “I love Paraisópolis” e “Pega Pega”.

Em 2020, foi homenageada na versão da Globo de “Éramos seis” ao interpretar madre Joana, uma freira que na reta final encontrava Lola (Gloria Pires), personagem que deu vida na original da TV Tupi.

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