Empresários gaúchos defendem modelo de cogestão nos municípios do Estado

Modelo de Distanciamento Controlado do estado, divulgado na sexta-feira (19) (Foto: Divulgação)

Decisão coletiva está sendo divulgada em manifesto assinado por entidades que representam setores da gastronomia, hotelaria, turismo, comércio, varejo e eventos

Os empresários gaúchos dos setores da gastronomia, hotelaria, turismo, comércio, varejo e eventos entraram em consenso a respeito da defesa do sistema de cogestão do distanciamento controlado, especialmente em Porto Alegre, mas também abrindo apoio à cogestão em todos os municípios do Rio Grande do Sul. Para as lideranças empresariais, os prefeitos foram eleitos democraticamente e precisam ter a liberdade de gerir as medidas de controle, focadas na situação de cada localidade.

Em um manifesto assinado por 12 entidades, as lideranças empresariais alertam para os “recursos esgotados”, indicando a delicada situação econômica dos setores. Os empresários estiveram reunidos, na manhã deste sábado (20), em encontro virtual emergencial, convocado pelo Sindha – Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região, com a presença do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e seu vice, Ricardo Gomes, para tratar da atual situação. Participaram, além dos empresários, a equipe do executivo municipal ligada à Secretaria de Saúde e ao comitê de enfrentamento da covid-19.

“Temos um quadro que é, sim, crítico. Todo esse cenário é preocupante e entendemos que medidas enérgicas precisam ser tomadas, mas não podemos ser penalizados. Entendemos que a cogestão da Prefeitura precisa prevalecer, não podemos abrir mão dessa independência do município, isso deverá garantir medidas sensíveis aos setores. Estamos pagando um preço muito alto há bastante tempo e queremos trabalhar de forma consciente, responsável e organizada. Os focos de disseminação não estão nos restaurantes e nem nas lojas do comércio. Não somos a origem dessa crise sanitária, aliás, não existem culpados, a não ser aqueles que desrespeitam os pontos básicos de prevenção”, afirma o presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky.

“O Sindilojas Porto Alegre apóia integralmente a prefeitura e o sistema de cogestão. Nossos estabelecimentos têm mantido todos os cuidados e seguido todos os protocolos sanitários para um atendimento seguro, e continuaremos assim. Já estivemos quatro meses fechados e as empresas ainda estão em dificuldade, pagando o prejuízo. Uma nova restrição seria catastrófica”, alerta o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse.

“O comércio e o varejo não podem, mais uma vez, serem penalizados. O momento é de mobilização total da sociedade para evitar impactos ainda maiores nos negócios. Trabalhamos de forma consciente, seguindo à risca os protocolos estabelecidos e realizando campanhas de reforço para que todos cumpram as orientações das autoridades. A disseminação da doença não está ocorrendo no varejo. A responsabilidade precisa ser de todos. O respeito aos protocolos é obrigação de toda a sociedade. Estamos em diálogo permanente junto à Prefeitura, construindo alternativas que viabilizem as atividades econômicas nesse período. É fundamental que o modelo de cogestão permaneça e esse canal siga aberto de forma construtiva e colaborativa”, destaca o presidente do CDL/POA, Irio Piva.

“Com a cogestão, quando voltarmos para bandeira vermelha, temos, mesmo que não ideal, uma boa luz no final do túnel. Na bandeira preta, essa luz diminui bastante, porém ainda está acesa, quase que um lampião enfraquecido. Agora, se o governador derrubar a a cogestão, ficaremos no breu. O setor de eventos, que sangra de maneira ‘dantesca’, vai todo parar na UTI e muitos não voltarão mais, fecharão suas portas para sempre. Por isso, nosso apoio incondicional a este manifesto e ao prefeito Sebastião Melo”, ressalta um dos líderes do Grupo de Live Marketing do RS, Rodrigo Machado.

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