O que a gente mais quer é saber como estamos indo, termos a chance de consertar as nossas falhas e saber o que podemos fazer para melhorar ou o que podemos fazer de diferente. Para isso, existe um termo bastante conhecido no mundo corporativo chamado feedback. Em sua tradução literal, feedback significa retorno. O mundo corporativo e moderno agregou este termo aos retornos que precisamos dar para as pessoas sobre suas performances, mas o termo ficou tão banalizado e até mal interpretado que o famoso feedback virou sinônimo de terror para muitas pessoas.
Todos nós precisamos de retornos. Retornos são trocas, formas de aprendizados, partes importantes do nosso desenvolvimento pessoal e profissional, porém eles precisam ser agregadores e não destruidores como tenho assim o chamado há algum tempo.
Já adianto que para mim não existe feedback negativo: ou ele deve ser positivo ou construtivo. Sobre o tal feedback negativo, me pergunto: onde está o fundamento deste tipo de feedback? O que esperamos quando apenas pontuamos os pontos fracos, as falhas de uma outra pessoa?
Para mim, todo feedback precisa fazer sentido, mas além disso, tem que ter impacto positivo. Então, se tenho alguma ressalva a fazer a respeito de algo para alguém, preciso me munir de direcionamentos para esta pessoa e não simplesmente pontuar aquilo que considerei inadequado.
Na minha opinião, todos somos corresponsáveis pelo desenvolvimento uns dos outros e não podemos simplesmente ocupar a posição de julgador ou de crítico. Acredito que temos o dever de além de pontuar algo negativo em alguém, também orientar sobre o que fazer para melhorar ou mudar a sua estratégia, seja na sua vida pessoal ou na profissional.
Também acredito verdadeiramente que todos merecem feedbacks, sejam eles de amigos, familiares ou colegas de trabalho, claro que partindo do princípio de que todo feedback visa o bem-estar do ser humano, o desenvolvimento intelectual, moral e sentimental. Todos precisam de retornos para continuarem a se desenvolver em prol de seus objetivos.
Mas feedback positivo, como diz meu filho de 5 anos: “É mamão com açúcar”, mas será que é mesmo? É importante e interessante refletirmos: quantas pessoas elogiamos na última semana? Quantas pessoas te consideram um cara muito legal, mas quantos te dizem isso? Quantas pessoas esperam por uma palavra de incentivo, por reconhecimento e não recebem?
Parece simples darmos um retorno positivo, mas às vezes ele se torna tão complexo quanto um feedback construtivo, onde além de pontuar algo inadequado, precisamos vir com um plano de ação para ajudar as pessoas a melhorarem suas atitudes.
No entanto, independentemente do tipo de feedback, o importante é que ele precisa ser feito. As pessoas precisam de uma segunda chance e muito mais do que a segunda chance, elas precisam de apoio para seguirem em frente.
Então se o óbvio precisa ser dito, imagina aquilo que não é óbvio para os nossos olhos?



