O que o outro realmente precisa?

Gosto muito de resgatar memórias, afinal, somos fruto das nossas experiências de vida. Então, hoje, para falar de um tema que tanto amo, vou citar uma frase que muito ouvi na minha infância: “Não faça para os outros o que não gostaria que fizessem para ti”. Até certo ponto, esta frase faz sentido, mas será que as minhas necessidades são iguais as do outro? Será que o que eu não quero, o outro também não quer?

Focamos demais pensando naquilo que não queremos e julgamos que automaticamente o outro também não vai querer, mas o quanto olhamos para o que os outros querem e que a gente não quer e, principalmente, olhamos para o que os outros precisam e a gente julga que o outro também não precisa?!

Não fazer para os outros alguma maldade, crueldade, algum tipo de agressividade, faz muito sentido e aí fecha muito com a frase tradicional: “Não fazer aos outros, o que não queremos pra nós”. Mas o tema que trago e no qual sou apaixonada é a empatia, que vai muito além do que apenas não fazer as coisas.

Quando utilizamos as nossas próprias necessidades como parâmetro para atender as necessidades dos outros, estamos, de certa forma, mesmo que inconscientemente sendo egoístas, pois nem todos pensam, sentem e se comportam de forma igual.

Acredito e defendo muito que cada ser humano possui suas próprias características, suas individualidades, experiências, conhecimentos, valores pessoais e tudo isso junto tornam as pessoas em seres únicos e exclusivos, jamais copiáveis. Sendo assim, acho muito difícil generalizarmos as necessidades materiais das pessoas, quiçá as necessidades emocionais.

A reflexão que trago é sobre o quanto nos consideramos empáticos e não só o quanto nos consideramos, mas o quanto realmente somos? Porque ser empático, como eu supracitei, é muito mais do que evitar fazer para os outros o que não queremos para nós. Ser empático é, principalmente, atender as necessidades individuais de cada um.

Esta questão me preocupa muito por dois fatores: um porque estamos vivendo numa era de muita carência emocional. Então, se eu preciso muito, como que eu vou atender o próximo? E segundo, porque temos uma quantidade significativa de pessoas, independente de gerações e classe social, entre outros indicadores socioeconômicos, que interpretam este assunto como algo desnecessário, superficial e até mesmo fútil. Isso me assusta, porque a empatia é a base das relações saudáveis e o mundo pacífico, humano e desenvolvido que tanto almejamos só se constrói e se consolida quando tomamos consciência e quando nos comportamos considerando individualidades das pessoas.

Então, olhando ao teu redor o quanto consideras as pessoas verdadeiramente empáticas? E tu? Consegues avaliar o quanto tu és realmente empático? O quanto consegues perceber que não estás julgando os outros pelas nossas/tuas próprias necessidades?
Vale muito a reflexão, mas principalmente tomarmos consciência e mudarmos o nosso comportamento caso seja necessário.

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