Má postura, problemas no coração, caminhada e mais

Hospital Miguel Piltcher.

Má postura e suas complicações 

Se você observar uma criança de lado, vai notar que sua postura é em forma de ‘S’ e como seus movimentos são fluidos. Isso porque elas ainda estão livres dos maus hábitos que causam fadiga, tensão muscular e, por fim, geram má postura. A má postura, por sua vez, causa diversas complicações, que podem ser dolorosas. Mas tudo pode ser melhorado com pequenos ajustes no nosso estilo de vida. O mais aconselhável é consultar um médico, um fisioterapeuta, um quiroprático ou outro profissional qualificado, mas é bom levar em conta alguns dos erros de postura mais comuns, como sentar-se curvado que, muitas vezes, pode parecer cômodo. Mas, com o passar do tempo, essa posição pode exercer pressão sobre os músculos e causar dores. Ao trabalhar com o computador no escritório, sua cabeça pode tender a inclinar-se para frente. Isso pode contribuir para que a parte superior das costas se curve, com consequente rigidez dos ombros. Para melhorar a postura, recomenda-se exercícios para fortalecer os músculos do tronco, os glúteos, o pescoço, a parte traseira dos ombros e a extensão das costas.

Evite problemas de coração 

A liberação dos hormônios adrenalina e cortisol, por sua vez, promovem uma série de modificações no nosso sistema cardiovascular, responsável por bombear o sangue para todas as células. Os batimentos cardíacos aceleram, a pressão arterial sobe, o sangue fica mais viscoso. Agora, imagine o que todas essas mudanças significam para a saúde de uma pessoa que já tem colesterol alto, hipertensão, diabetes ou obesidade. Nesse contexto, o estresse significa um fator de risco adicional para o surgimento de uma complicação mais séria – como o entupimento de uma artéria do coração (o infarto) ou o rompimento de uma veia no cérebro (o AVC hemorrágico). E essa é apenas uma das explicações que ajudam a entender a relação entre estresse e os chamados eventos cardiovasculares. Em alguns casos, o nervosismo exacerbado, por si só, já é suficiente para desencadear uma grave crise. Então, aprenda a gerenciar seu estresse, durma bem, faça atividade física e fique atento aos sinais de algo mais sério, essas atitudes podem fazer a diferença nos cuidados de problemas graves no coração.

Caminhada e seus benefícios 

Andar faz bem a qualquer hora do dia ou da noite, mas estudos indicam que caminhar de manhã traz benefícios adicionais. O que está em jogo aqui não é apenas o valor do movimento, mas também da luz. A luminosidade ajuda a acertar nosso relógio interno, aquele que avisa seu corpo quando dormir e quando acordar. A sua caminhada matinal irá confirmar que o dia começou e assim, à noite, quando quiser dormir, o seu corpo estará mais pronto para fazer isso. Essa exposição matinal reduzirá a produção de melatonina, o hormônio que nos estimula a dormir, e isso tende a te deixar mais acordado. Portanto, se você tiver dificuldade em adormecer, uma das possíveis explicações (há várias) é que você não esteja recebendo luz natural suficiente, principalmente de manhã. Então, expor-se a ela pode te ajudar. Além disso, pesquisas mostram que essa prática pode ter um impacto positivo na quantidade e na qualidade do sono, te impedindo de acordar durante a noite e te ajudando a ter um sono mais profundo.

Intestino saudável e seus benefícios para o humor 

Aquele lanche delicioso e gorduroso que você escolhe fazer no meio da tarde pode acabar te deixando de mau humor. Parece um contrassenso: como que, depois de comer aquelas batatas fritas perfeitas, você vai ficar de baixo astral? A resposta está em um dos mistérios mais fascinantes da ciência: a conexão entre o intestino e o cérebro. A flora intestinal, também chamada de microbiota intestinal, é composta por milhares de espécies de microrganismos que vivem no nosso trato digestivo e que impactam profundamente nossa saúde. Há toda uma série de ligações neurais do estômago ao cérebro.

Os cientistas dizem acreditar que o mecanismo para melhorar o humor envolve neurotransmissores produzidos pelo microbioma intestinal, que por sua vez estimulam o nervo vago, um nervo que conecta o intestino ao cérebro. E os micróbios intestinais também liberam o precursor da serotonina, um neurotransmissor fundamental para o bem-estar.