Estancieiros “mãos de vaca”

Antigamente, a configuração das estâncias era bem diferente de hoje, tanto em extensão de campo, quanto em número de empregados.

Havia fazendas que possuíam dezenas de quadras de sesmarias¹, léguas de campo, a perder de vista.

Era comum encontrarmos propriedades com dezenas de peões campeiros, capataz, sota-capataz (conhecido também como “peão ponteiro”), caseiros e cozinheiras.
Isso demandava um volume grande de comida que, consequentemente, gerava um gasto para os proprietários.

A maioria não se importava com isso, porém, havia aqueles que tentavam poupar nessa parte.

Dentre os vários casos, citamos o de um antigo fazendeiro de Hulha Negra, que costumava servir para a peonada o seguinte cardápio:
• Café da manhã: Duas bolachas de água e sal;
• Almoço: Arroz, feijão e garrão de boi (nervo);
• Café da tarde: Duas laranjas (colhidas na própria fazenda), ou duas bolachas de água e sal;
• Jantar: Feijão com garrão de boi reaproveitado do almoço (segundo relatos, era tão ruim que a maioria acabava não comendo e o que sobrava o patrão mandava a cozinheira servir na janta).
Por essa razão, muitos desses patrões, até hoje são lembrados como estancieiros “mãos de vaca”.

¹Uma quadra de sesmaria = 87,12 Hectares.

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