Compartilhar prejudicado

Estamos vivendo tempos, no mínimo, estranhos. O novo vírus que apavora a humanidade chega com força na Ásia, Europa e Américas. É sobre o coronavírus que falo, claro, um assunto que não gostaria de compartilhar, mas reconheço que neste momento a informação em todas as formas deve ser espalhada para que as recomendações dos órgãos de saúde sejam seguidas.

As medidas de segurança começam logo pela manhã, enquanto assisto ou ouço as notícias matinais que tratam da atualização dos dados sobre a incidência do Covid-19. Sorvo meu chimarrão, que neste momento parece mais amargo e sem gosto por não poder compartilhar. Em seguida sigo para minha caminhada matinal em espaço amplo e aberto, sem aglomeração, de acordo com as recomendações. Pois justamente no meu trajeto encontro um grande e bom amigo, que me sorri com uma saudação calorosa: “Olá Marquinho… Há quanto tempo não te vejo!”. Eu num aceno contido, porque nós dois estamos no grupo de risco, restringi meu abraço e não compartilhei a amabilidade que merecíamos.

A vida segue, mas eu como bom brasileiro que sou gosto do abraço e do aperto de mão, pois são marcas do nosso bem querer. Ficar sem compartilhar dá um sentimento de exclusão do outro. Mas estamos vivendo um período diferente em que esta atitude representa pensar no próximo, principalmente para evitar que a doença se alastre.
Eventos e viagens de negócios, esportivos ou passeios estão suspensos por tempo indeterminado e isto mexe com a vida social e econômica das pessoas e empresas do país.

O coronavírus veio para mostrar que não estamos imunes ao que acontece no mundo, todos nós somos afetados de alguma forma e que ninguém é mais ou melhor que o outro. Hora de adotar medidas de compreensão e leitura da nova realidade, ser colaborativo ao fazer sua parte e incentivar aqueles que estão ao seu redor procederem da forma correta.

Tudo está diferente… Nas ruas pouco movimento, nos mercados alguns produtos de higiene escassos, os preços ainda estáveis, mas por quanto tempo? Tem gente estocando alimentos… Será que é certo? Nestas horas entrar em pânico pouco resolve. Acredito que devemos seguir aquilo que é preconizado pelas autoridades e ficar atento nas notícias da mídia, ao jornalismo que sabiamente ganha mais espaço nos veículos de comunicação. Afinal, a informação deve ser compartilhada.

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