Até onde será que aguentamos?!

E lá se vão mais de 365 dias em que estamos vivendo um caos no mundo. Uma crise que jamais iríamos imaginar que duraria tanto tempo e durou, perdurou e segue forte, infelizmente. E no meio de tudo isso estamos nós, os humanos, os seres que até então pareciam intocáveis. Agora somos o que sempre desejamos, ser o centro das atenções, porém de uma forma bem diferente, uma forma trágica. Mas será que aguentamos? E até onde aguentamos?

Confesso que já passei do limite, na verdade nem sei mais se existe limite, porque quem impõe limites somos nós, seres humanos, aqueles que vinham em uma corrida maluca por vidas extraordinárias, perfeitas, de sucesso. Aqueles que cegamente desejavam brilhar, estrear, arrasar e agora cá estamos todos reavaliando as nossas questões mais profundas, pessoais, profissionais e sociais.

De sociais nem tanto, porque como bons seres humanos sempre pensamos mais em nós do que nos outros, no coletivo ou na comunidade.

Não estou aqui defendendo lado algum, estou aqui para te ajudar a refletir, a desenvolver a empatia tão falada e que eu já trouxe algumas vezes. Quero puxar a sardinha para o nosso lado, abraçar a causa e transformar. Precisamos olhar para o outro com olhos de dor, porque só de amor ninguém sobrevive. Precisamos estender a mão para o irmão e de verdade compreender os motivos de cada um.

Ninguém aguenta muito mais tempo. Estamos todos exaustos, cansados, perdidos, com medo, em dúvida, cheios de dores – uns emocionais, outros materiais, porque sim, esta crise dói, dói na alma, no corpo, na mente e também no bolso da gente.
Também não podemos ignorar que a nossa natureza é selvagem e sempre fomos em busca da sobrevivência, até porque eu vivo há 34 anos em um país de pessoas que apenas sobrevivem. Ninguém vive desde que me conheço por gente, uns não conseguem nem chegar perto disso e poucos conseguem se escapar, mas de forma geral, todos estamos atrapalhados esperando de mais por milagres e ações externas, só que a solução está bem perto da gente. A solução está em cada um de nós.

O que nós estamos fazendo para lidar com tudo isso, com as nossas diferenças, com as nossas angústias e com as nossas dificuldades? O que estamos fazendo dentro de nós e da nossa sociedade para compreender o próximo, buscar soluções mais práticas, realistas e aplicáveis?

Como vamos sair dessa ilesos? Juntos? Se ninguém aguenta mais?
Para mim só tem uma resposta: é sendo irmão, é dividindo o pão, é estendendo a mão e aumentando a compreensão, porque não fomos feitos para andar sozinhos, fomos feitos uns para e pelos outros e é assim que conseguiremos não só sobreviver, mas tentar viver essa vida que nos foi presenteada. E por aí, aguentas mais um pouco, meu irmão?

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