Este ano não vai ser igual aquele que passou. Já rasguei o calendário do passado e joguei fora o que sobrou. Salvei todos os acontecimentos válidos e preciosos e deletei os inúteis. Pendurei 2026 na parede com todos os meses e dias que lhe competem para um desempenho, que desejo inigualável, superando a expectativa.
E, na melhor das hipóteses, o inesperado é o que se quer da vida, no bom sentido.
Sem essa de falsas esperanças, de sofrer de véspera, de ficar de olhos pregados na janela, de aguardar o soar do telefone.
O ano de 2026 tem cara de: – plantou, colheu! E é disso que eu gosto.
Estou longe de ter a pretensão de saber todas, ou quase todas, as respostas. E quem bem me conhece, me conhece como aprendiz incansável das emoções humanas. Mas sei que em 2026 receberei algumas das respostas para as mil perguntas que sempre fiz.
Para tal, estou aprendendo a ser mais silêncio em meio aos ruídos agitados da massa cinzenta. Vou praticar caminhadas mais longas e tentar fazer mais hábeis as minhas mãos para desenrolar o carretel do que não compreendo, do que não é dito, do que é protelado para um depois que ainda veio.
Em 2026 o acaso será a grande tônica, o “point”, o lugar da moda.
Arranjarei minha agenda com espaços menos estreitos. Trabalho e lazer com medidas proporcionais. Vou adiar a tristeza como se fosse um desfile de escola de samba quando chove torrencialmente. Muita alegria, que não faz mal a ninguém!
Vou abrir os canais de comunicação e me conectar ao planeta para alargar os limites da rotina.
A vida tem presentes inúmeros a me oferecer. A vinda de mais um livro, que significa renascimento e concretização de um sonho.
O convívio com os afetos gerados no corpo e na alma. O reencontro com amizades que o tempo fez e refez, num plano extra-sensorial. A almejada viagem a Paris, Roma, Barcelona e Lugano.
Esse ano não vai ser igual aquele que passou.
Energia será o combustível e vou voar. Voar, voar muito e sempre, com a asa que tenho e a outra que vai me alcançar, ao “acaso” intencional, em 2026, que é ano par e multiplica oportunidades.
Duas mil asas para velejar no espaço da vida! E mais vinte e seis asas sobressalentes, para não deixar dúvidas.
Esse ano vem com muitas asas! Voemos!





