Muito se fala em ser autêntico, original, não ser cópia. Eu mesma já trouxe estes temas várias vezes por aqui e sempre ele vem à tona na minha cabeça, talvez porque não me convença fácil, por palavras, mas sim por atitudes, o que não é novidade para ninguém, pois palavras convencem, mas são exemplos que arrastam.
Nesta explosão do mundo virtual, surgiram muitos negócios, muitos profissionais trazendo produtos e serviços à tona. Não vemos tanta inovação, quanto vemos exposição, vemos um volume muito grande de tudo, porém não vemos muitas coisas diferentes e para piorar vemos muitas coisas iguais, idênticas. Ações de marketing, publicidade, até preços de produtos, tudo igual. Fico pensando que esta dinâmica toda dá um baita case, duvido, inclusive, que grandes pensadores já não estejam estudando isso.
No entanto, para mim que estudo comportamento humano, isso vai muito além. Vai além de campanhas de marketing, vai além de precificação, de achar diferenciais para os nossos produtos e serviços. Para mim a questão é totalmente pessoal, como tudo nesse mundo e nessa vida.
O que acredito que esteja acontecendo, além de estarmos inseridos em uma campanha por liberdade de expressão e de comportamentos, é que ainda não conseguimos e me parece estarmos até retrocedendo no quesito sermos nós mesmos. Ainda não conseguimos realmente ser autênticos, originais. Ainda precisamos do comportamento comum para nos sentirmos bem, pertencentes, porque isso de certa forma nos protege de críticas, julgamentos e de termos que nos posicionar compartilhando ideias e ideais. Porém, o que podemos fazer para realmente sermos autênticos e não depender da aprovação social para nos sentirmos corretos ou encaixados?
Acredito que quanto mais trabalharmos nós mesmos, o nosso próprio desenvolvimento, conhecermos nossos pontos fortes e fracos, quanto mais investirmos em autoconhecimento, mais conseguiremos força e segurança internas para realmente vivermos uma vida conforme nossos próprios olhos, realizando a nossa jornada de acordo com as nossas próprias crenças e conceitos.
Benchmarking é completamente diferente de cópia. Sim, a gente pode se inspirar, ter referências, ter comunidades para nos sentirmos pertencentes, mas pensarmos diferente, termos ideias para somar e colaborar com quem somos, exige desenvolvimento, exige foco em si mesmo, exige muita dedicação e força de vontade, porque a força contrária, para que sejamos “normais” e não fora da curva é muito forte, mas eu realmente acredito que podemos mudar este fluxo, esta situação. Acredito que conseguimos transformar alguma situação. E aí, está disposto a encarar teu próprio desenvolvimento para transformar o mundo?



