Piratini: Presidente do Legislativo acredita que retomou a harmonia entre os colegas durante as sessões da Casa

Petista está no segundo mandato como vereador e também como presidente do Legislativo. (Foto: Divulgação)

Em seu segundo mandato como vereador, o petista José Auri Soares, de 54 anos, comanda o legislativo de Piratini há dois anos. Dono de um perfil moderador, ele entende que sua gestão como presidente trouxe de volta a harmonia à Casa que, em sua opinião, tinha frequentes conflitos entre alguns colegas durante as sessões.

“Havia muitos desentendimentos antes de eu assumir. Prego o não radicalismo e a harmonia e, com isso, resgatei a boa relação entre todos os parlamentares”, avalia o vereador, que também é pequeno agricultor.

Sobre as realizações enquanto presidente, ele destaca a compra de um veículo para transportar os edis nas viagens à capital do estado e também às cidades da região, o que até então era feito com carros cedidos pela Prefeitura, situação responsável por um transtorno permanente.

“Conseguimos dar solução a esse problema e isso nos levou a realizar concurso para motorista, que também fizemos para a área administrativa, o que considero um ponto positivo da minha gestão”, aponta.

Quando assumiu pela primeira vez a presidência, o que ocorreu em 2022, a grande meta de Soares era adquirir um terreno e, consequentemente, construir um prédio próprio para o Poder Legislativo, já que o atual, que é  cedido pelo município, além de pequeno tem vários problemas na sua estrutura.

“Não foi possível comprar uma área, mas para este fim, estamos em tratativas com o Estado para que o mesmo destine o terreno onde funcionou a capatazia do Daer [Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem], situado na rua Seis de Julho. Sobre essa possível doação ao município e posteriormente à Câmara, já tivemos duas reuniões em Porto Alegre e a possibilidade de isso ocorrer é grande”, garante.

Sendo o único vereador do Partido dos Trabalhadores, que até o ano passado era oposição ao atual governo, Soares decidiu passar a votar com a bancada de situação em 2023. Quando indagado sobre essa mudança de postura, ele é econômico nos argumentos, dizendo apenas que a boa relação com o prefeito Márcio Porto (MDB) o levou a mudar de postura.

Questionado se estará no palanque emedebista na campanha em 2024, ele respondeu que é prematuro falar sobre isso no momento, mas não descartou qualquer possibilidade.
“Ainda é cedo para falar qual postura o PT vai adotar, pois existe sim a chance de termos candidatura própria à Prefeitura de Piratini. Mas não podemos descartar o apoio, tanto ao PDT, como ao MDB, ou seja, tudo é possível”, afirma.

Enviar comentário

Envie um comentário!
Digite o seu nome