Piratini: PCdoB lança Jaqueline Dias da Silva para a disputa contra Márcio e Vitão

Assentada e produtora rural Jaqueline Dias da Silva, de 36 anos, garante estar pronta para enfrentar a disputa eleitoral em busca do cargo de prefeita. (Foto: Nael Rosa/JTR)

Em 6 de outubro, data de realização do pleito municipal, a população de Piratini terá, além das tradicionais forças políticas da cidade, compostas por partidos da situação e da oposição, uma terceira possibilidade para escolher quem continuará ou passará a governar o município.

Na segunda-feira (15), o produtor rural e assentado José Gabriel Venâncio, de 55 anos, concedeu entrevista exclusiva ao JTR para anunciar que o Partido Comunista do Brasil, (PCdoB), sigla a qual preside, participará da eleição deste ano e já definiu sua pré-candidata à prefeitura.

A também assentada Jaqueline Dias da Silva, 36 anos, é a escolhida pelo partido para concorrer com Márcio Porto, do MDB, e Vitor Gonçalves Rodrigues, o Vitão, do PDT, à chefia do Poder Executivo na Capital Farroupilha.

“Por não nos enxergarmos representados no atual governo e também pela oposição, decidimos ter, além de pré-candidatos na proporcional, um nome para a majoritária. Sabemos que não é uma missão fácil, afinal, em Piratini, existimos somente há três anos, o que faz com que sejamos vistos como pequenos pelos partidos tradicionais, como por exemplo: o PT, PDT e MDB, que, inclusive, já foram procurados por nós, mas as conversas para uma possível coligação não foram adiante”, revelou Venâncio, que segue:

“A nossa sigla é tida como de pouca expressão e força política. Mas ninguém começa por cima, então, por já estarmos dando nossa contribuição para melhorar algumas importantes áreas da cidade, uma vez que a deputada federal Daiana Santos, que é do PCdoB, destinou R$ 865 mil para Piratini, optamos por dar início a nossa caminhada aqui e, quem sabe, a população entende ser o nosso projeto o melhor e resolve nos apoiar”.

Por sua vez, Jaqueline ressalta que é uma legítima representante da mulher brasileira: negra, pobre e mãe solo. Por isso, ela entende que será bastante difícil a sua trajetória política que, de fato, só agora terá um passo de relevância. Porém, garante estar pronta para lutar e, talvez, ocupar a cadeira reservada ao mandatário de Piratini.

“A política começa dentro da nossa casa e para mulheres como eu e da minha raça é um desafio ainda maior. Mas estou acostumada a isto, pois administro meu lote, ou seja, minha terra, sozinha, cuido de dois filhos da mesma forma. Mas milito na área desde os 13 anos, afinal, sou filha de agricultores que integraram o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e que passaram muito trabalho nos acampamentos às margens de estradas no Estado. Sei que não há destinação de espaços de forma igualitária para pessoas como eu na sociedade, mas, como afirmo: tenho a mesma capacidade de administrar um município que um homem, vou à busca disto, desta visibilidade. Enfim, entendo que nós mulheres precisamos avançar, nos desafiar, e eu estou me desafiando”, conclui.

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