De forma inédita, três mulheres são eleitas para a Câmara de Vereadores de Piratini

Cleusa, Miriam e Lúcia representam a quebra de um tabu em Piratini (Foto: Nael Rosa/JTR)

O pleito de domingo (15) marcou, pela vontade da população, a quebra de um tabu na cidade histórica. Até então, em Piratini, uma mulher havia sido eleita para ocupar um assento no Legislativo por voto direto e, dessa vez, logo três foram escolhidas para a partir de 2021 participarem das decisões que impactam na vida da comunidade.

Cleusa Manetti, de 66 anos, mãe do prefeito eleito Márcio Porto, foi a mais votada delas, obtendo 492 votos. Ela é professora aposentada pelo Estado e disse que participa da política desde os cinco anos de idade. “Eu acompanhava o meu avô nos comícios. Na verdade, tanto eu como minha irmã, nos alfabetizemos devido a esse envolvimento”, relembra.

Cleusa, que foi eleita pelo MDB, é ativa no Rotary Clube, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e junto às integrantes da Cooperativa de Reciclagem. Ela disse que a população pode esperar muito trabalho na sua gestão.

“Quero fazer um trabalho direcionado à saúde da mulher, principalmente focando na prevenção do câncer de mama e do colo do útero. Também entendo que a Prefeitura deve ter um departamento que auxilie não somente a nós mulheres, mas seus filhos quando passamos por um processo de separação, pois por experiência própria, eu sei que nesse momento nós ficamos muito vulneráveis e muitas vezes voltamos para o relacionamento abusivo – que não foi o meu caso -, por medo ou necessidade financeira”, opina a vereadora.

Míriam Buchweitz de Ávila, de 61 anos, é conhecida na comunidade pelo serviço que presta na área de contabilidade. Ela, também pelo MDB, atingiu em sua terceira tentativa, 327 votos e vai ocupar uma das quatro cadeiras de seu partido.

A eleita assegura a todos um empenho já comum da sua pessoa também na nova função.
“Podem esperar de mim o mesmo comprometimento que tenho em tudo que faço. Legislarei com muita responsabilidade e, além de ajudar o Márcio a aplicar bem os recursos públicos, serei uma fiscal dos mesmos”, garante a futura parlamentar.

Na segunda vez que se candidatou, a ex-diretora do Instituto de Educação Ponche Verde, Maria Lúcia Corral, de 59 anos, chegou a desistir de ouvir a apuração e, ao contabilizar os boletins de urna publicados pelo Cartório Eleitoral, teve convicção de que não tinha chances, mas horas depois do encerramento do pleito, foi avisada por um amigo que sim, havia conquistado o objetivo com 289 votos pelo PDT.

Ciente das obrigações que terá pela frente, Lúcia disse estar pronta para o desafio. “Minha carreira foi muito profissional e dentro desse processo direcionado à educação, acabei me tornando política, pois isso foi amadurecendo com minha trajetória”, conta a professora, que assegura querer ser um dos diferenciais no momento de decisões na Câmara.

“Podem esperar de mim muito comprometimento, coragem e um trabalho árduo pela comunidade a qual quero convidar para legislar junto comigo. Realmente quero fazer a diferença”, promete.

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