Piratiniense fala sobre a luta contra o câncer de mama

Carmem descobriu o câncer em 2015, fez o tratamento e venceu a doença (Foto: Reprodução/Facebook)

“Eu tinha medo de falar em câncer, tinha medo da morte. Hoje não temo e falo abertamente sobre a doença”. Assim, a professora aposentada Carmem Lucí Martins Godinho, de 61 anos, resume a sua felicidade após vencer o câncer de mama, descoberto em 2015, depois dela ficar três anos sem fazer a mamografia, exame que detecta nódulos nos seios. Ela relata que o diagnóstico abalou a família, porém, uniu forças para seguir adiante.

Carmem conta que foram 15 sessões de quimioterapia e 35 sessões de radioterapia até que veio, em 29 de maio, o novo diagnóstico: ela estava curada e pronta para começar uma nova vida, fato marcado por ela ter então decidido tirar a peruca.

“Nunca mais chorei. Recordo que saía das sessões de quimioterapia bem maquiada. Quando terminava, eu ia para o calçadão de Pelotas, o que surpreendia meu mastologista que lá no início me disse: Te agarra com Deus”, recorda.

A piratiniense conta que a experiência a tornou outra pessoa e a fez entender a importância dos exames anuais para saber como está a saúde, uma vez que, em 2015, levou 30 mulheres para fazer a mamografia e decidiu não fazer o exame mesmo já estando com câncer, o que ainda não sabia.

“Hoje tenho outra vida. Vivo no meio dos bichos. Eu e meu marido trabalhamos juntos na agricultura familiar. Curto nossa casa e isso para mim é uma terapia. Aconselho as pessoas que não façam o que eu fiz, pois passei 40 anos trabalhando e dando pouco tempo para meus familiares. Não tinha tempo para nada, inclusive para eles. Não façam isso. Não pensem só em bens materiais já que de uma hora para outra tudo termina”, finaliza Carmem que feliz, comemora mais um Outubro Rosa, mês de prevenção ao câncer de mama.

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