
O casal Sidinei Bitencourt, de 40 anos, e Ana Paula Oliveira, de 33, buscam mobilizar a comunidade de Piratini para conseguir R$ 560, valor considerado baixo, mas que eles asseguram não possuir e necessitam para que o filho Noah, de 4 anos, possa ser avaliado por um otorrinolaringologista e ainda fazer um eletroencefalograma.
“Ele também terá que passar por um neurologista, mas esse eu consegui pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pois há um especialista que atende sem custo na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Piratini. No caso do eletroencefalograma e também do otorrino, fui informada pela Secretaria de Saúde que o prazo para conseguir o que ele precisa levará entre três e quatro meses, o que nos preocupa em virtude das várias convulsões que o Noah já teve”, explicou Ana.
Pedir ajuda da comunidade, segundo Bitencourt, foi a saída encontrada, já que, mesmo ambos possuindo renda – ele como aposentado por invalidez devido à esclerose múltipla, e Ana Paula estando empregada em uma padaria – os ganhos não é suficientes para pagar os procedimentos que o filho precisa.
“Minha renda como aposentado é de R$ 1,4 mil, mas quase a metade disso é usada para pagar os empréstimos que precisamos fazer. Nossa família é de cinco pessoas, assim, o que ganhamos juntos não dá para pagar de forma particular, o que o Noah precisa para que possamos saber a causa dos sintomas que ele apresenta”, finalizou Bitencourt.



