
A Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan), em parceria com a Secretaria de Saúde de Piratini, lançou as atividades alusivas ao Outubro Rosa, na segunda-feira (3), no município.
Para marcar este início dos eventos, a exposição Incríveis Mulheres, que anualmente ocorre em Pelotas e que retrata figuras femininas que se tratam ou já se curaram do câncer de mama e que desta vez começou pela Capital Farroupilha, para, posteriormente, percorrer outras cidades da região.
Antecedeu a mostra, que ficará exposta até a próxima sexta-feira (7), no saguão da Prefeitura, um dia de beleza, momento em que as usuárias da estrutura da AAPECAN, puderam, com a ajuda de maquiadoras, cabeleireiras e também do comércio local que forneceu roupas, bijuterias e acessórios, se produzir antes de serem clicadas pela fotógrafa Virgínia Dutra. As fotos viraram banners que também serão expostos na agência Sicredi local e ainda em lojas da cidade.
Para a enfermeira Andrea Amaral Duarte, que participou do processo envolvendo somente mulheres piratinenses, tanto a preparação como a exposição das imagens, serviu para aumentar a autoestima dessas, as quais ela chamou de guerreiras, visto que enfrentam ou enfrentaram a doença com muita garra e determinação.

“Foi transformador. No início elas chegaram um tanto cabisbaixas, mas conforme iam se produzindo os olhos brilhavam. Tínhamos a preocupação de fazer algo leve, que não fosse o câncer em si, e sim a recuperação de todas. Funcionou, pois percebi que levantamos o astral delas e isso ajuda muito no tratamento. Estavam lindas e sorridentes”, observou Andrea.
Entre as fotografadas para a exposição, a professora aposentada Carmem Lucí Godinho, que, em 2015, enfrentou o câncer de mama e alcançou a cura no ano seguinte. Ela conta que até ter a doença tinha medo de pronunciar o nome da mesma que veio logo após sua aposentadoria e lhe trouxe medo, mas esse foi rapidamente superado pela vontade de viver.
“Precisei da força de Deus, já que quando pensei que ia viver minha vida que até ali tinha sido praticamente só de trabalho, veio o diagnóstico. Perdi o chão, mas, no dia seguinte à notícia, adquiri uma força imensa e nunca mais chorei, levantei a cabeça e segui em frente. Hoje, sou uma nova mulher e valorizo muito minha família, e a AAPECAN foi incrível e importante para que isso acontecesse”, afirma Carmem.
Quanto à iniciativa da entidade, a professora disse que todas ficaram muito felizes e que o momento serviu também para a troca de experiências e como uma injeção de ânimo nas participantes.
“Foi maravilhoso. Eu que estava meio para baixo em virtude da depressão, fiquei, assim como as demais, muito feliz. Foi um momento de integração e emoção”, conclui.



