ESPECIAL JTR: Executivo de Piratini prioriza investimentos ao bem estar do cidadão

Prefeito Vitor Ivan Rodrigues afirma que sua missão na administração municipal é reduzir problemas e gerar investimentos para o futuro (Foto: Luciara Schneid/JTR)

O momento é de comemoração, pois não é todo o dia que se completa 230 anos e com uma trajetória rica em feitos históricos, que marcaram o estado e o país. Na administração municipal, no entanto, o sentimento é de muita cautela em razão da situação financeira delicada do município, que assim como os demais sofre os efeitos do momento político nacional e estadual. Tudo isto, somado à queda na arrecadação e aos passivos que se arrastam por várias gestões, faz o chefe do Executivo, Vitor Ivan Rodrigues (PDT) pisar no freio, no que se refere a grandes investimentos.

“Nos dois primeiros anos, procuramos dar uma aliviada para tomar fôlego, pois a minha missão é reduzir o número de problemas e gerar investimentos para o futuro”, diz o prefeito, que sofre duras críticas pela sua decisão. “Não estou preocupado com o meu futuro político, mas sim em bem desempenhar a responsabilidade que assumi”, ressalta.

Segundo ele, quando assumiu o Executivo foi feito um raio-x para definir o que era mais premente, buscando reorganizar para ter estabilidade administrativa e financeira. Para isso foi necessário remeter para o passado as negociações necessárias às condições de investimento. Conforme Rodrigues, existiam problemas em todos os setores, o que levou a administração a priorizar aqueles que continham maior impacto humano. “Tratamos da manutenção da folha de pagamento do funcionalismo e desde janeiro de 2017 até hoje, pagamos em dia, inclusive o 13º salário”, afirma.

Também há normalidade no pagamento do vale-refeição, fundo de previdência do município e repasse a fornecedores. “A situação hoje é considerada como um momento de superação de vários problemas, após dois anos dedicados a tornar possível os avanços das políticas públicas das áreas essenciais”, diz.

De acordo com o prefeito, neste período o município saiu do Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), o que impedia investimentos como a aquisição de máquinas e equipamentos, necessárias à manutenção de estradas e vias públicas. Já foi encaminhado projeto para pavimentação de ruas, através do programa Avançar Cidades, do Banco de Desenvolvimento da Região Sul (BRDE), e a expectativa é de que os recursos sejam disponibilizados para o início das obras ainda este ano. “Outros projetos foram apresentados a ministérios e órgãos de Estado e que ainda darão resultado”, comenta.

“Estamos num momento de transposição, de alcançar algumas conquistas”, destaca o prefeito, que classifica os dois últimos anos como bem difíceis, agravados pela situação política do país. Para ele, os municípios sofrem os revezes das trocas de governos tanto no Estado quanto na Federação, pois precisam esperar pela sua reestruturação. “A troca de gestão do Estado e União nos traz atraso nas relações que precisam ser refeitas e na execução das políticas públicas”.

Conforme Rodrigues, a área da saúde sempre foi uma bandeira e uma prioridade a todas as administrações que o antecederam e com ele não é diferente. “A saúde não pode esperar, o que é humano não pode esperar”, afirma. Ele cita o caso do hospital, que é referência na região para consultas e cirurgias nas áreas de Urologia, Otorrino e Dermatologia e com qualidade reconhecida no seu atendimento.

Em fevereiro deste ano, o governo do Estado normalizou os repasses o que garantiu a continuidade do atendimento. “São atendidos pacientes de 20 municípios da região Sul nas três especialidades, e isto traz impacto à nossa economia”, diz. Além disso, a instituição recebe repasses mensais da prefeitura de R$ 100 mil, através de convênio para o pronto-atendimento 24 horas e outros procedimentos, oriundos de recursos próprios e vinculados, diz.

Segundo o prefeito, existem hoje no município cinco unidades de Estratégia da Saúde da Família (ESF) o que possibilita a cobertura de 100% da área do município. “Estamos em fase de acabamento da obra da unidade do 2º distrito”, diz.

Para atender as especialidades de alta e média complexidade, disponibilizadas em municípios como Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas, a prefeitura realiza o transporte diário de pacientes em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da secretaria. “A saúde é um setor prioritário e possui estrutura com nível satisfatório no atendimento à população local e regional”, afirma.
Na área da educação, um dos pontos de maior vulnerabilidade é o transporte escolar, pela extensão da malha viária do município e que exige longos deslocamentos para atender as escolas. Os altos custos com transporte tornam os recursos repassados pelo Estado, insuficientes para subsidiar o gasto total mensal. “Os repasses são feitos por aluno e não pela distância percorrida o que torna os repasses insuficientes”, diz.

Conforme ele, o município gasta mais de R$ 300 mil com transporte escolar enquanto os repasses giram em torno de R$ 140 mil. Além disso, o município tem custos com manutenção das estradas, pois são mais de sete mil quilômetros de extensão. “Piratini é o 13º município em extensão de estradas”, diz. Por causa do polo madeireiro cruzam por estas vias de 30 a 40 caminhões por dia e além disso, há o escoamento de produtos como soja, trigo e arroz o que exige reparos constantes. “São demandas que existem há várias décadas”, ressalta.

Segundo o prefeito, o turismo é o maior nicho para que o município possa melhorar a sua arrecadação que é pequena. Para isso, exige ações e investimentos da área privada e que estão sendo buscados a partir de rede turística regional, através da Agência de Desenvolvimento da Costa Doce. “Estamos procurando investidores potenciais, através da oferta de novos produtos turísticos e atrativos, através do Turismo de Eventos, e a Semana Farroupilha de Piratini é um dos maiores da região, afirma.

Neste ano, o evento que foi realizado por empresa terceirizada, nos últimos dois anos, volta à administração da Prefeitura, regulamentado por decreto de 5 de junho de 2019. O evento ocorre de 13 a 21 de setembro, mais enxuto mas preservando a sua estrutura e qualidade, proporcionando impacto menor aos cofres públicos.

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