Costureira cria laços surpreendentes de amizade com animal selvagem

Patrícia e Luiza se afeiçoaram desde que o marido de Patrícia a salvou da morte. Foto: Divulgação

A amizade entre seres humanos e animais selvagens nem sempre é bem vista e compreendida pelas pessoas, inclusive por especialistas. Os bichos, nasceram e devem permanecer livres na natureza. Mas e quando estes são salvos, tratados e cuidados por alguém que os livra da morte? Devido a esse zelo, os dias têm sido de apreensão e tristeza para a costureira Patrícia Koms, 36 anos.

Há oitos meses ela cuida de uma cerva na propriedade onde trabalha no Passo da Invernada, zona rural de Piratini, animal que provavelmente teve a mãe morta e foi achado pelo marido de Patrícia na lavoura de soja quando as máquinas estavam prestes a atropelá-lo. Desde então, os laços entre a adotante e Luiza se estreitaram, e ela assegura que a amiga já faz parte da família.

“Após meu marido chegar com ela fraca e muito debilitada eu levei um susto. No princípio foi complicado adaptá-la à mamadeira e com isso alimentá-la com leite. Mas ela evoluiu, ficou forte e bonita”, externa a adotante, garantindo ainda que Luiza é o xodó da casa.

“Ela adormecia na cama e também no sofá. Comia frutas, adora salgadinho e come ração”, acrescenta Patrícia que, o usar suas redes sociais para expor a nova amizade recebeu inúmeras críticas e ameaças de denúncia junto aos órgãos ambientais, mas como não mantinha o bichinho em cativeiro, deu continuidade aos laços surpreendentes, até que Luiza passou a ser caçada e sumiu.

“Recentemente uns caçadores estiveram pelos arredores e tentaram matar ela. É um animal manso, acostumado com humanos, então é fácil caçá-la, pois ela não foge de pessoas. Como aqui em casa ela é acostumada com os cachorros, deve estar confusa ao ver que os cães dos caçadores tentam capturá-la. O dia que vi eles tentando matá-la, sai gritando desesperada tentando salvá-la e ela fugindo. Por causa disso, ela não vem mais para casa, não retorna para dormir no galpão. Estou triste e de coração partido, pois ela é um pedaço de mim”, assegura Patrícia, que recentemente avistou Luiza no mato, mas não conseguiu se aproximar, fato ocorrido em 21 de novembro, data do seu aniversário.

Mesmo sendo algo muito difícil e na ânsia de proteger a cerva, ela disse que gostaria de obter autorização para ficar com o animal com o qual criou laços afetivos.

“Ela é um amor. Tenho muitos vídeos e fotos com ela me fazendo carinho, me lambendo e me seguindo por onde eu vou. Gostaria de ficar com ela”, conclui.

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