Piratini: Conselheiras tutelares participam de evento promovido pela Aconturs

As conselheiras tutelares Bruna Gomes, Nilsa Silva e Mariza Motta participaram da Formação Continuada promovida pela Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Rio Grande do Sul (Aconturs) em Ijuí nos dias 5 e 6 de junho. (Foto: Divulgação)

Três das cinco conselheiras tutelares de Piratini participaram da Formação Continuada para quem trabalha na área no Rio Grande do Sul, que aconteceu dias 5 e 6 de junho, em Ijuí, no noroeste do Estado. O treinamento foi promovido pela Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Rio Grande do Sul (Aconturs) e realizado no auditório da Escola Sagrado Coração de Jesus. Bruna Gomes, Mariza Motta e Nilsa Silva foram as conselheiras tutelares que participaram do encontro.

Aline Lopes e Rosângela Rodrigues, que também compõem o Conselho Tutelar de Piratini, tiveram a mesma oportunidade em janeiro deste ano.

Leis e regras acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como por exemplo, a Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (FICAI), que tem como objetivo garantir a permanência de estudantes na sala de aula, bem como a Lei Henry Borel, que, a partir de 2021, criou novos mecanismos de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra menores de idade integraram a pauta do evento.

“Para todas nós foi um aprendizado, pois, mesmo não sendo nenhuma novidade, afinal, até três vezes por ano vamos à busca desta atualização, entendo ser essencial para nos dar embasamento quando precisamos interferir em situações que envolvem crianças e adolescentes, já que cada caso pode diferir do outro e as regras têm mudanças constantes”, avalia Mariza, que exerce o 5º mandato como conselheiro ano município.

Ela também destaca a troca de experiências com colegas que vivem outras realidades nas demais 37 cidades que se fizeram presentes no total de 189 pessoas. Inclusive, este é outro fator apontado pela conselheira tutelar que permite adquirir conhecimento e embasamento para serem aplicados no dia a dia de quem atua como integrante de um dos órgãos que dá suporte a menores de idade no Brasil.

“Há mudanças frequentes. Algumas regras e leis podem se tornar mais flexíveis, outras até mais abrangentes ou duras. Resumindo: formações desta natureza nos fazem aprimorar o nosso saber no momento de agir e estar ciente das deliberações para trabalharmos. Por dois dias, discutimos, analisamos e chegamos a um denominador comum”, detalha Mariza.

A conselheira tutelar finaliza citando outro importante exemplo de mudança nas regras que oferece maior acolhimento ao menor de idade vítima de abuso sexual no ambiente familiar. “Para que se tenha uma noção das alterações, antes, quando um menor era abusado ou maltratado, era ele quem era retirado do convívio familiar e ia para uma instituição. Agora, uma vez comprovada a autoria, o criminoso é quem sai, sendo muitas vezes preso pelo que fez”, sublinha Mariza.

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