Atendendo pedido do filho, pai cria projeto social que distribui presentes no Natal em Piratini

Motorista de aplicativo envolve família e amigos na arrecadação dos presentes. (Foto: Nael Rosa/JTR)

Um projeto de Natal que faz a alegria de crianças em Piratini nasceu de um pedido emocionante de um menino com 5 anos, próximo ao seu aniversário, ao seu pai. Hoje, mobiliza a comunidade de Piratini em torno das ações da Carretinha da Alegria, que a exemplo do ano passado, no dia 23 de dezembro vai passar por todos os bairros do município, desfecho de um esforço do motorista de aplicativo Jieferson Pinheiro, da família e de muito amigos.

Em apenas dez dias, ele arrecadou 300 brinquedos e 700 pacotes de balas que foram entregues por três Papais Noéis em dois caminhões pelas ruas da cidade.

Duduca, como é conhecido, se emociona ao recordar o dia em que o filho Antônio, às vésperas de completar mais um ano de vida, lhe fez a indagação que resultaria no projeto.
“Ele disse: pai, porque em vez de tu me dar todos esses presentes, tu não dá eles para as crianças que precisam no Natal?”

O questionamento, mesmo vindo de alguém muito pequeno, mudou o rumo da vida do motorista, que hoje estende o projeto também para o Dia das Crianças e na volta às aulas, arrecadando material escolar para doar às crianças carentes.

Ele lembra ainda que após a indagação do filho caçula, precisava batizar o projeto. O sonho profissional realizado, mas abandonado em virtude de uma perda, o inspirou. “Eu sempre sonhei em ser motorista de caminhão, o que consegui, pois trabalhei oito anos em carreta, ofício abandonado após a morte da mãe de Antônio em virtude de um câncer. Eles moravam em Santa Catarina e, com a partida dela, precisei pedir demissão da empresa para assumir a guarda dele. Dessa experiência nasceu a Carretinha da Alegria, o que serve para agradecer as várias coisas boas que Deus proporcionou à minha vida”, relembra Duduca.

Hoje, ele participa ativamente de todas as etapas que antecedem a distribuição dos presentes nos bairros de Piratini, ação que envolve os avós, tias e amigos do pai, que já desobedeceu as orientações médicas para acompanhar a entrega dos brinquedos.
“Este ano, no Dia das Crianças, fazia três dias que eu havia passado por uma cirurgia e estava de resguardo, mas no dia da distribuição, não consegui ficar de fora, desobedeci as ordens médicas e participei da Carretinha”, conta ele, que busca explicar o que lhe move a seguir em frente com o projeto social.

“No Natal eu me emociono do início ao fim da entrega dos presentes. É lindo ver o sorriso estampado no rosto de uma criança. Isso é impossível explicar”.

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