Recentemente, mães de alunos da Escola Antenor Elias de Matos, situada no 3º Distrito de Piratini, se posicionaram contrárias ao turno integral, que tem início às 9h da manhã e se estende até às 16h. A ação fez com que a diretora Eliane Machado de Melo se posicionasse para esclarecer alguns pontos.
Ela disse desconhecer quantas mães fazem parte do grupo insatisfeito e contou que foi procurada por apenas três delas para abordar a carga horária da pré-escola, que segundo as reclamantes, está sendo maçante para os pequenos.
A gestora disse que foi feita uma pesquisa em que ela e outras duas colegas foram de casa em casa para ouvir a comunidade rural sobre o projeto, que foi implantado no retorno do ano letivo municipal. Segundo ela, somente uma mãe se colocou de forma contrária à proposta.
“Em novembro do ano passado, período em que não tínhamos aulas presenciais, aproveitamos o momento da entrega das apostilas para fazer uma pesquisa, explicando o projeto e perguntando aos pais a sua opinião. Com exceção de uma, todas as demais responsáveis se mostraram favoráveis, pois estavam preocupadas em virtude de seus filhos estarem há dois anos sem frequentar a escola. Entenderam que talvez o turno integral fosse o momento dos alunos recuperarem o conhecimento pedagógico”, explica Eliane, que admite ter cometido um erro.
“Errei e admito, pois não documentei a pesquisa. Portanto, não tenho um documento assinado, pois por ser moradora da localidade, fiz de forma informal e por acreditar que ninguém teria má índole”, acrescenta.
Ela também admitiu que as mães de alunos da pré-escola e que hoje fazem parte das que não querem a continuidade do atual formato para os pequenos não foram consultadas à época, e justifica isso dizendo que a escola ainda não estava em período de matrícula da faixa etária em questão.
“Realmente não foram consultadas, mas quando as aulas começaram tudo ocorreu normalmente até o dia 31 de março quando realizamos na escola uma reunião com o pessoal do Instituto Inovação, que faz um trabalho junto à Prefeitura de Piratini. Ao final do evento, algumas mães questionaram o turno integral e ouviram do secretário de Educação que essa é uma meta do governo a ser implementada em todas as escolas até o final de 2024. Não conformadas, elas saíram da reunião e montaram um grupo de WhatsApp”, recorda.
Ela encerrou dizendo que sabe que existe um movimento contra o atual projeto, mas que da mesma forma há um movimento a favor do turno integral e que ela, enquanto professora e diretora, é favorável a continuidade.
“Eu sou a favor, o defendo e acredito nele. Respeito as opiniões contrárias e sei que o Círculo de Pais e Mestres está dividido com relação ao assunto, assim, para a próxima segunda-feira (11) convoquei uma reunião onde estarão, além do prefeito e do secretário de Educação, também os pais. Todos poderão falar sobre o assunto e dar suas opiniões em um debate saudável onde todos os pontos de vista serão ouvidos”, concluiu.
Na segunda-feira (11), a direção promoveu uma reunião na escola onde os pais e responsáveis puderam abordar o tema. Diante das reclamações, ficou decidido que os alunos do pré-escolar frequentarão as aulas duas em vez de quatro vezes por semana, mas para os demais estudantes o formato segue sendo de turno integral.




