ESPECIAL JTR: Turismo é a grande esperança para projetos futuros em Piratini

Secretário Fladimir de Moura Gonsalves fala sobre ações e iniciativas da pasta, bem como a programação de aniversário de Piratini (Foto: Luciara Schneid/JTR)

O município tem a seu favor um grande apelo turístico: o fato de ter sediado uma das primeiras experiências republicanas da América Latina e única brasileira antes da Proclamação da República do Brasil, em 15 de novembro de 1889, à época da secessão da Província de São Pedro do Império do Brasil, durante a Revolução Farroupilha (1835-1845). Com isso, torna-se a primeira sede oficial da República Rio-Grandense ou República do Piratini, entre 11 de setembro de 1836 a 15 de julho 1842. Estes fatos não passam despercebidos pelos seus administradores e estão na pauta da Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer, que tem à sua frente, Fladimir de Moura Gonsalves.
O secretário quer que o Estado, diante do significado de Piratini frente ao cenário brasileiro, se envolva também financeiramente, na promoção e organização da Semana Farroupilha, evento tradicional do município, que promove durante nove dias, este grande feito dos gaúchos, e enaltece o conjunto patrimonial e cultural remanescente e preservado existente na cidade. “Piratini não é apenas mais uma cidade gaúcha e brasileira, mas um local que fez história e promoveu uma nova fase no nosso estado e país”, afirma o secretário.
A ideia é tornar, através de projeto de lei, a Semana Farroupilha de Piratini, a semana do Estado do Rio Grande do Sul, com aporte de custeio aos eventos que enaltecem a Revolução Farroupilha. “Estou lançando o debate junto à secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araújo, para que esta ideia seja multiplicada e discutida pelo parlamento gaúcho, tornando o evento forte e com investimentos altos, com ajuda financeira do Estado”, destaca.
Gonsalves salienta que o município já registra avanços significativos pela busca de recursos e durante a Semana da Cultura de Piratini, comemorativa aos 230 anos do município, já há a presença do Estado e federação, em três projetos, através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) RS e Lei Rouanet. Entre eles, o projeto Caravana Lessinha e seus amigos, numa referência a Barbosa Lessa, com distribuição de material sobre o feito histórico na Escola Antenor Elias de Melo, localizada no 3º subdistrito, que tem uma participação ativa na área cultural e artística do município.
Outro projeto com recursos da Lei Rouanet e custeado pela Celulose Rio Grandense é o Fábrica de Gaiteiros do Renato Borgethi, que terá participação ativa na caravana cultural Arte e Sustentabilidade. E, finalmente, a presença no projeto cultural do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), que tem recursos da LIC RS.
O secretário salienta que até este sábado (6), os piratinienses têm atrações culturais, seja o Queijos e Vinhos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Escolha da Senhorita Piratini e do Peão e Prenda Farroupilha, o Fashion Tour, evento de moda, teatro, apresentações artísticas, como o lançamento do livro da bageense Roberta Verdi. “Nós procuramos oferecer eventos voltados à toda a família piratiniense, com a presença forte de alunos de escolas, envolvendo todas as faixas etárias”, relata.
Segundo Gonsalves, a Semana da Cultura é um evento tradicional, com programação cultural extensa, mas que não deixa de ter um viés turístico. “Investir em cultura é investir na identidade do cidadão e na sua essência”, diz.
A secretaria também vem realizando investimentos significativos na área de Esportes, com a realização de novos projetos na oferta de quadras e ginásios de esportes e reativação de outros que estavam parados há muitos anos.
Na área do Turismo, trabalha em parceria com os 24 municípios da Região Sul, pois o secretário atua como coordenador adjunto do Comitê da Região da Costa Doce. A ideia é que todos estes municípios juntos e não isoladamente, desenvolvam toda a região usando como apelo, seus recursos como água, praias, campo, cultura, prédios e história. Todos estes produtos unificados devem incentivar o turista a procurar a região da Costa Doce, diz. “Nós temos este diferencial do produto original, natural, não precisamos criar um cenário para atrair o turista, produto que a história e o tempo nos deram e deles é que devemos promover o desenvolvimento do turismo e é nisto que estamos trabalhando”, comenta.
Entre as iniciativas junto ao APL Desenvolvimento do Turismo da Costa Doce, além da criação de placas de identificação turística da região, está o desenvolvimento de aplicativo, que pode ser acessado gratuitamente em qualquer smartphone que é o Costa Doce Tem. Nele o turista pode acessar informações de todos os 24 municípios sobre turismo, cultura e eventos. “Trata-se de uma ferramenta importante para nossa cidade e região”, finaliza.

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