Piratini: Festival Vertente da Canção Nativa é vitrine para a música do RS

Festival que ocorre anualmente no mês de dezembro revela talentos para música do Rio Grande do Sul. (Foto: Nael Rosa/JTR)

Juntamente com a Semana Farroupilha, que ocorre em setembro, mês do gaúcho, a Vertente da Canção Nativa, festival nativista de Piratini, é um dos eventos que atrai os olhares do estado para a Capital Farroupilha.

Realizado em dezembro, o festival que começou em 1987 e foi até 1989, foi interrompido mais de uma vez, retornando com força em 2019, quando mostrou que veio para ficar no cenário da música sulina, revelando compositores, instrumentistas e cantores que, após suas participações, passaram a se destacar pelos palcos do Rio Grande do Sul.

Um dos grandes artistas revelados pela Vertente e que hoje leva o nome do evento que é berço da tradição onde se apresenta, é o filho da terra, Cristiano Quevedo.

Aos 47 anos, ele lembra que antes de sua participação, o que ocorreu na 5ª edição realizada em 1994, ele já acompanhava, das arquibancadas do Ginásio Benoir Garcia, os inúmeros talentos que escreviam a história do evento.

“Hoje eu só sou um profissional da música graças à Vertente, pois foi na primeira edição que fui assistir que comecei a acreditar no sonho de me tornar um artista gaúcho”, afirma Quevedo.

Curiosamente, quando ele participou pela primeira vez com a canção Um Canto Pra Ti, letra de João Carlos Silveira, não se classificou para a noite decisiva, mas no ano seguinte a música daria nome ao seu disco, o primeiro de uma carreira de sucesso. “Tenho toda uma relação com o festival e, mesmo não me classificando, foi muito importante para mim, já que foi onde tudo começou”, relembra.

Quevedo entende que a Vertente, assim como os demais festivais, é uma grande oportunidade para se começar uma carreira. “É uma vitrine. A Vertente influenciou totalmente na minha carreira. É a melhor maneira de começar, uma vez que somos avaliados por pessoas consagradas e concorremos em igualdade de condições com grandes nomes, tendo à disposição não só uma estrutura compatível com o tamanho e importância do evento, mas também tudo aquilo que cerca o festival, inclusive pessoas de uma região inteira para ouvir e aplaudir o seu trabalho”, encerra.

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