Em virtude do avanço da pandemia, Escola Gambada não participará do Carnaval em Piratini

Avanço da pandemia é a razão para não levar a escola para a avenida. (Foto: Arquivo/Nael Rosa/JTR)

Em virtude do avanço da pandemia, pelo segundo ano consecutivo Piratini não terá a Escola de Samba Gambada desfilando na avenida, o que segundo o presidente da entidade, Sérgio Castro, é um sinal de respeito à população que sofre com dezenas de casos de Covid-19 registrados diariamente.

Segundo ele, o avanço da doença afugentou muitos pais, e já que a escola costuma ter a presença de muitas crianças, decidiu-se cancelar o desfile em 2022.

“É o segundo ano em que não poderemos nos apresentar e essa decisão é um sinal de respeito às pessoas, pois a saúde de todos nós vem em primeiro lugar. Inicialmente achamos que seria possível, mas aí os casos da doença voltaram a aumentar, frustrando nossas expectativas”, disse o presidente.

Para ele, que já estava com tudo praticamente pronto para desfilar, a maior festa popular do Brasil está condenada em toda a região,

“Estamos vendo cidades em toda a Zona Sul cancelando seus desfiles e nós não poderíamos ser indiferentes a tudo que está acontecendo. Já estávamos organizados e o enredo este ano homenagearia os profissionais que estão na linha de frente combatendo o coronavírus, entre eles médicos, enfermeiros e enfermeiras, e cientistas”, revelou Castro, ao falar sobre o samba “No embalo da euforia, saúde é a nossa fantasia, sai Covid, entra alegria”.

Outro ponto abordado por ele são os recursos necessários para realizar um desfile anualmente. A captação, que ficou extremamente prejudicada pela pandemia, impactou no comércio local, que apoiava financeiramente a Gambada, e na realização de eventos beneficentes à escola, que não puderam ser realizados.

“Vivemos de recursos doados pelo comércio e também de ações que realizamos ao longo do ano para levantar dinheiro, o que não pode ser feito. A pandemia frustrou tudo isso não somente em Piratini, mas em todos os lugares que fazem o carnaval amador e por amor à camiseta”, conclui.