Composição que retrata acervo arquitetônico de Piratini é a grande vencedora da Vertente da Canção Nativa

O evento, totalmente virtual, aconteceu nos dias 18 e 19 de dezembro. Foto: Nael Rosa

Escrita a partir do poema “Por aqui as casas falam”, do piratiniense Juarez Machado de Farias, a canção “As casas falam em Piratini” foi a grande vencedora da 8ª edição da Vertente da Canção Nativa de Piratini, que aconteceu nas noites de sexta-feira (18) e sábado (19), realizada de forma totalmente virtual no Palácio da República Rio-grandense.

A música escrita por Juarez e Rodrigo Bauer, além de vencer o festival, também ganhou os prêmios de melhor composição sobre Piratini, melhor intérprete para Maurício Barcelos e ainda melhor letra do evento.

A vencedora retrata o testemunho arquitetônico que a cidade conserva para as novas gerações através de seu silêncio de pedra, palavras de Bauer, que comemorou a premiação.

“Há alguns anos enviamos essa letra para Barcelos interpretar. Doli Costa montou o time de arranjadores para levar ao palco a melodia. Para nós, é um incentivo para a carreira e um momento de muita comemoração, pois além de vencer numa cidade fundamental para história do Rio Grande do Sul, também participamos de um festival que não se entregou num ano tão difícil como foi 2020”, frisou o compositor.

Para Bauer, assim como de 1835 a 1845, período da Revolução Farroupilha, o estado enfrenta novamente uma guerra, agora contra a Covid-19;

“Não é a toa que a história coloca esse município como 1ª Capital Farroupilha, pois ela, Piratini, não se apequena diante de grandes desafios, inclusive guerras como se viu lá atrás e novamente se vê hoje como o coronavírus. Mesmo com tamanhas dificuldades, a organização ofertou palco aos artistas, o que demonstra a vocação de não se entregar, isso é destino, é constatação”, observou Bauer.

A segunda colocada foi “E o verso abraça a cordeona”, letra de Fábio Maciel e melodia de André Teixeira. Em terceiro lugar ficou “Cavalo de grafite” com letra de Adão Quevedo e melodia de Maurício Marques. O melhor instrumentista foi Émerson Maré, da música “Cavalo de grafite”. O  melhor arranjo foi a para a canção “E o verso abraça a cordeona” e por fim, a composição mais popular foi para “Conheço um gaúcho”, de Cristiano Quevedo.

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