Candidatos a vice-prefeito e vereador de Pinheiro Machado esclarecem a situação envolvendo Auxílio Emergencial

Fotos: Reprodução/Facebook

Em entrevista ao Jornal Tradição Regional nesta segunda-feira (9), o candidato a vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em Pinheiro Machado, Ademir Ortiz de Vasconcellos, admitiu que requisitou o Auxílio Emergencial concedido pelo governo federal devido à pandemia de Covid-19.

O nome de Vasconcellos aparece em um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), documento que se tornou público na semana passada e que traz ainda o candidato a vice-prefeito Paulo Roberto Burgo Alves, o Paulinho, (Progressistas) que forma chapa com Rogério Moura (PSB).

No caso do candidato a vereador, este disse entender que seu nome aparece no relatório devido a um erro de preenchimento na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, em que sua residência foi avaliada em R$ 450 mil e não R$ 150 mil, que segundo ele, é o valor real da moradia.

“Meu patrimônio total é R$ 260 mil e as regras do governo para que a pessoa tenha direito ao Auxílio dizem que até R$ 300 mil é possível receber a ajuda e por isso eu a solicitei. Na minha declaração de bens há um erro cometido por mim e por quem me auxiliou a preenchê-la, já que como tenho duas irmãs, o um terço do valor da casa representa R$ 50 mil e na declaração esse valor ficou em R$ 150 mil”, defendeu-se Vasconcellos.

“Temos que somar ao valor real da casa mais R$ 200 mil da propriedade rural que tenho (campo) e R$ 10 mil, preço de avaliação do carro. Isso dá um patrimônio que não atinge o montante que impede de requisitar o Auxílio”, esclareceu o candidato a vereador, que garantiu já estar tomando providências para corrigir sua declaração de bens.

Paulinho Alves, que declarou um patrimônio de R$ 1,4 milhão, também conversou com a reportagem e garantiu que foi tomado de surpresa com a divulgação de seu nome.

“Jamais fiz nada errado, inclusive receber dinheiro indevido. Tive meu nome usado e, que bom, ao retornar à política foi possível saber dessa situação, pois caso não estivesse envolvido novamente em um processo eleitoral, futuramente meu CPF teria uma restrição sem que de fato eu soubesse do que aconteceu”, disse Alves.

Ele disse que logo que a agência da Caixa Econômica Federal abriu suas portas nesta segunda, buscou saber o que de fato ocorreu e que já há informações sobre como a irregularidade em seu nome foi cometida, detalhes que serão revelados à imprensa em breve.

“Haverá o registro de um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil, mas já está praticamente tudo esclarecido. Usaram meu nome indevidamente e asseguro que não há nenhuma ilegalidade de minha parte. Fui usado, mas tudo será resolvido e ficará claro para à população”, afirmou.

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