Pelotas: Prefeitura irá contratar anestesistas para o Hospital Escola

Anúncio foi realizado pela prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) em transmissão ao vivo na tarde desta quarta-feira (8). (Foto: Reprodução)

A Prefeitura Municipal de Pelotas abrirá processo para a contratação emergencial e temporária de anestesistas destinados a atuarem no Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel). O anúncio foi realizado pela prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) em transmissão ao vivo pelas redes sociais na tarde desta quarta-feira (8). A expectativa é que o recurso de R$ 500 mil seja suficiente para o pagamento de profissionais por três meses.

Desde o final do ano passado, a realização de cirurgias no HE está sendo afetada pela diminuição no quadro desses profissionais e nas dificuldades em contratar substitutos, com reflexos na realização de cirurgias eletivas e no horário de atendimento da maternidade, por exemplo, referência na região para gestações de alto risco.

Acompanhada do pró-reitor de Planejamento da UFPel, Paulo Ferreira, a prefeita destacou que o HE é importante para a saúde do município, por ser o único 100% SUS.  Além disso, ressaltou o impacto no ensino, com o fechamento das residências de cirurgia geral e anestesia, que agravaram a situação. “É um problema para a UFPel, mas do meu ponto de vista, como gestora pública, é um problema para o município”, lamentou.

Paula afirmou que como a prefeitura possui gestão plena da Saúde, é responsável pelo repasse de recursos estaduais e federais para as instituições de saúde que, no caso do HE estão em dia. Neste sentido, ela classificou que as dificuldades do Hospital são de mercado e explicou que o HE, como instituição pública, precisa seguir regras da gestão pública.

Com isso, Paula lembrou que a reitoria da Universidade procurou a administração para auxiliar no processo de contratação de profissionais. “Nós não podemos ficar com os braços cruzados porque nós sabemos que há pacientes esperando por cirurgia”, disse.

Neste sentido a chefe do Executivo pelotense apontou que o município pode ter mais possibilidade de contratações “Embora nós também tenhamos regras para seguir, não são as mesmas da Ebserh”, disse, citando a empresa responsável pela administração do hospital. Um dos exemplos citados é a contratação de horas vagas dos próprios profissionais que já atuam na instituição.

A prefeita destacou que a ação demandou tempo para análise jurídica e pela situação financeira da prefeitura. A solução encontrada foi um remanejamento de recursos. Com isso, uma emenda do ex-deputado estadual Fernando Marroni (PT), no valor de R$ 500 mil, poderá cobrir o pagamento dos profissionais. Iniciam ente destinada ao HE, os recursos não puderam ser repassados para a instituição. Com isso, Paula destacou que, em contato com o parlamentar, fosse encaminhado um ofício à Secretaria Estadual de Saúde, para mudança da destinação do recurso, passando para custeio da SMS, o que foi feito.

“Não estamos utilizando a emenda do deputado Fernando Marroni, mas ela vai compensar o custeio da Secretaria e, com isso, a gente tem condições de colocar algum recurso para a contratação dos profissionais”, disse. Conforme Paula, os recursos deverão ser suficientes para cobrir a contratação por ao menos três meses, “no qual nós vamos buscar a solução definitiva”. A previsão é que o chamamento público seja publicado até o início da próxima semana.

O número de profissionais, no entanto, ainda não está definido. Segundo a secretária de Saúde, Roberta Paganini, em nota enviada via assessoria de imprensa, o contrato será feito com uma ou mais empresas formadas por anestesistas e, o número de contratações dependerão da disponibilidade de horários de cada empresa e seus associados. Ela aponta que a expectativa é de fechar 12 horas de plantão de segunda a sexta-feira cobertas por profissionais da área.

Segundo a prefeita, a situação vivida pelo HE será discutida em reunião com a secretária estadual de Saúde Arita Bergamann nesta quinta-feira (9) e caso uma solução não seja encontrada, a perspectiva é que haja um plano B, com a escolha de outro hospital de referência, “provavelmente fora de Pelotas”.

Lotopel

Durante a transmissão, a prefeita também informou que deverá ser encaminhado ao Legislativo um novo projeto de lei que trata cria o serviço público de loteria em Pelotas, a Lotopel, que o intuito de arrecadar recursos para a área da Saúde. Segundo a chefe do Executivo, o texto deverá ter considerações do Conselho Municipal de Saúde, vereadores e de outros entes.

A administração já havia encaminhado um projeto de lei, que foi arquivado. A nova proposta prevê que 60% do recursos sejam destinados para a atenção básica e 40% para os hospitais filantrópicos, com divisão igualitária entre os quatro existentes no município.

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