
A Zona Sul registrou os primeiros casos suspeitos de Monkeypox. Em Pelotas, duas pessoas aguardam os resultados dos exames laboratoriais. Trata-se de um homem, de 18 anos, residente no Areal e uma mulher, de 41 anos, moradora do Balneário dos Prazeres. Um terceiro caso já foi descartado.
Conforme a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Aline Machado da Silva, o homem teve o exame enviado para análise do Lacen/RS no sábado (20), e o teste da mulher foi coletado na terça-feira (23), e encaminhado nesta quarta-feira (24) para verificação. Não há prazo estipulado para o resultado.
Ainda não foram registrados casos confirmados, até o momento, nos 21 municípios da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS) (Amaral Ferrador, Arroio do Padre, Arroio Grande, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Herval, Jaguarão, Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Osório, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Santana da Boa Vista, São José do Norte, São Lourenço do Sul e Turuçu).
Segundo a especialista em Saúde da Vigilância Epidemiológica da 3ª CRS, Dóris Schuch, os casos estão em investigação epidemiológica e laboratorial, com previsão de que estejam definidas ainda nesta semana.
Na sexta-feira (19), a Secretaria Estadual de Saúde confirmou a transmissão comunitária da doença no RS, quando não é possível identificar a origem da infecção. Em todo o estado, segundo o último boletim, divulgado pela pasta, são 65 confirmados e 278 em investigação. O município com mais casos confirmados é Porto Alegre, com 25. Em todo o Brasil são 3.788 casos confirmados, segundo o boletim atualizado na segunda-feira (22) pelo Ministério da Saúde.
Em julho, a doença foi declarada como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Plano de Contingência Municipal
Em contato com a reportagem, a Prefeitura Municipal de Pelotas informou que, em conjunto com as instituições que participam do Comitê de Enfrentamento, elaborou um Plano de Contingência Municipal para infecção humana causada pelo vírus Monkeypox, que foi concluído na segunda-feira (22). “Nesse documento estão as definições do que é considerado um caso, quais são os sinais e sintomas da doença, como é feito o diagnóstico, de que forma se dá a transmissão, como deve ser feito o isolamento, a questão do monitoramento dos contatos, medidas de prevenção coletivas e quais são as populações de risco, entre outros detalhes”, afirma Aline.
A partir desta quinta-feira (25), a SMS dará início às capacitações para as equipes da rede de saúde pública, com a finalidade de orientar os profissionais sobre os procedimentos que devem ser adotados em casos suspeitos e confirmados desse tipo de varíola. “Nossa expectativa é de que a Atenção Primária e as equipes ambulatoriais sejam as mais demandadas quando a doença se instalar na cidade. Por isso, se faz extremamente necessário instruir os nossos trabalhadores da rede”, disse.
Saiba mais
O que é?
A Monkeypox é uma doença causada pelo vírus Monkeypox.
Sintomas principais:
Erupção cutânea (lesões, bolhas, crostas) em diferentes formas. Podem afetar todo o corpo, incluindo rosto, palmas e plantas e órgãos genitais.
Outros sintomas frequentes:
Febre, dor de cabeça, inchaço dos gânglios linfáticos, dor nas costas, dores musculares e falta de energia. Todas as pessoas que forem expostas ao vírus podem se infectar e desenvolver a doença, independentemente de idade, sexo ou outras características.
Como é transmitida?
A Monkeypox é transmitida principalmente por meio de contato direto ou indireto com gotículas respiratórias (saliva, muco nasal), mas principalmente através do contato com lesões de pele de pessoas com monkeypox ou com objetos e superfícies contaminadas. O período de transmissão da doença se encerra quando as crostas das lesões desaparecem.
Como prevenir?
Fazendo o uso de máscaras e higienizando as mãos.
Para profissionais de saúde, seguir a NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/DIRE3/ANVISA Nº 03/2022 – Orientações para prevenção e controle da Monkeypox nos serviços de saúde.
O que fazer se você sentir os sintomas?
Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima para atendimento.
Fonte: Secretaria Estadual de Saúde



