
O Pavilhão da Agricultura Familiar abriu suas portas, na manhã da quarta-feira (9) e aguarda o público até domingo (13) durante a 98ª Expofeira Pelotas com 31 empreendimentos, distribuídos entre agroindústrias familiares, plantas e artesanato. O espaço, que funciona das 10h até as 21h, oferece produtos diretamente do produtor aos visitantes da feira, como embutidos, queijos, sucos, vinhos, mel e seus derivados, ovos, panificados, frutas como o morango, flores e artesanato em madeira, couro e outros materiais.
De acordo com o coordenador do espaço, o extensionista da Emater Regional, Renato Cougo, este ano, pela primeira vez, participam dois empreendimentos de Pelotas, com produtos diferenciados. São eles, os Doces Vô Jordão, agroindústria recentemente legalizada, responsável pela produção de passas de pêssego. O outro empreendimento é o Sítio Flor de Lis, também de Pelotas, de propriedade de Ernani e Roberta Ucker, com ofertas de produtos como grissinis e focaccias.
Entre as diversas delícias oferecidas na feira, as passas de pêssego Vô Jordão são produzidas artesanalmente, uma a uma, pelas mãos habilidosas das passeiras, após a fruta passar por dois processos de cozimento e dois dias de descanso. Todo o processo leva, em média, 10 dias para ser concluído. Na terceira geração da família, a agroindústria é uma das remanescentes na produção de passas de pêssego, localizada na Colônia Santo Amor, no interior de Pelotas, na divisa com Morro Redondo. Além das passas de pêssego e de goiaba, a agroindústria traz ainda para a feira frutas cristalizadas como o figo, a laranja e a marmelada.
Outro estreante, com seus panificados, como as focaccias, grissinis, bolos de frutas, biscoitos de polvilho e de trigo, o produtor Ernani Ucker, que trabalha ao lado da esposa Roberta, tem uma boa expectativa em relação aos negócios na Expofeira. A agroindústria está localizada na Colônia Osório, 3º distrito de Pelotas, e iniciou suas atividades em 2016, com produção de orgânicos e, em 2017, com os panificados. Desde 2019, está regularizada para a venda de sua produção aos consumidores finais, na sua maioria realizada nas feiras e eventos. O casal comercializa sua produção na feira livre da avenida Bento Gonçalves e por três anos participou da feira, junto à reitoria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). “Por ser uma feira regional, realizada em área urbana e pela grande movimentação, especialmente no final de semana, a expectativa é de realizar bons negócios”, diz o produtor.
Já veterana em feiras, a expositora Lourdes Vellar, de Cerrito, traz o seu famoso e premiado mel de abelhas e derivados como o própolis e a cera, muito procurada pelos consumidores. Segundo ela, mais do que as vendas, a Expofeira é uma vitrine para os seus produtos, que podem ser encontrados em diversos locais da cidade para comercialização, como o Mercado Público. Pela localização das suas colmeias, em área mais voltada à pecuária, a produtora é especializada na extração do mel escuro, rico na concentração de minerais como o potássio, cálcio, fósforo, magnésio e outros com inúmeros benefícios ao organismo.
Ainda de Pelotas, estão presentes os sucos e vinhos da Vinícola Potenza, localizada na Colônia Maciel. De Canguçu, a Destilaria Alto da Cruz, oferece suas variedades de cachaças e destilados, velhas conhecidas em feiras, como a Cachaça do Quinto, Cachaça de Alambique Acanguaçu e a Azulzinha do Quinto.
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Créditos: Luciara Schneid/JTR












