
O otimismo dá o tom da 96ª Expofeira Pelotas. A julgar pelo sucesso de público e faturamento da 45ª Expointer, realizada entre o fim de agosto e início de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o presidente do Sindicato Rural de Pelotas, Fernando Rechsteiner, não tem dúvidas de que a edição local, a maior e mais tradicional do interior do Estado, seguirá no mesmo caminho: “A expectativa é a melhor possível”, disse.
A 96ª edição do evento será realizada no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes, da Associação Rural de Pelotas (ARP), entre os dias 3 e 9 de outubro, quando volta ao formato 100% presencial após dois anos em que foi realizada de forma totalmente online (2020) e híbrida (2021) em razão da pandemia do novo coronavírus.
“Esteio [Expointer] foi um exemplo de como o setor está preparado e desejoso por esses eventos”, afirmou Rechsteiner.
O desejo a que o presidente do Sindicato Rural se refere tem justificativa. O agro unifica o discurso e o conceito de que eventos como a Expointer e a Expofeira Pelotas constituem-se numa importante vitrine do trabalho que é desenvolvido nas propriedades rurais – no caso da Expofeira, do município e na região.
“As pessoas precisam saber como a carne é produzida, o leite, o arroz, as frutas”, afirma ele, que vê na Expofeira um importante canal de informação entre o setor e a sociedade em geral.
“Este é o nosso desafio, desnudar isso, revelar para o cidadão urbano que o setor é muito mais complexo do que se imagina e na Expofeira, para além das discussões técnicas, classistas e tecnológicas, encontramos o espaço ideal para mostrar que o agro está muito presente nas nossas cidades e nas nossas vidas”, disse. E ele ainda justifica, citando a união entre o campo e a cidade. “É necessário congregar a cidade nesta discussão porque ela faz parte do agro, ou trabalhando direta ou indiretamente com o agronegócio, ou é cliente do agro, na nossa região mesmo boa parte da indústria, serviços e comércio está ligada ao setor”, aponta.
Para atingir este objetivo, atividades não faltam na programação do evento. A exemplo de edições anteriores, muito será discutido e atualizado acerca de temas que compõem o vasto universo do agronegócio.
Questões como genética de animais e sementes (milho, arroz, soja entre outras), qualidade das pastagens, integração lavoura-pecuária e, principalmente, sustentabilidade – pauta cada vez mais central no setor – prometem ser amplamente discutidas.
“Sustentabilidade significa, entre outras coisas, melhorar o solo, e melhorar o solo se traduz em maior produtividade. Faço parte da quinta geração de produtores na propriedade rural da família, herdei do meu pai um solo melhor do que ele herdou, meu desafio é passar para o meu filho uma qualidade de solo ainda melhor”, projeta.



