Cartilha busca promover conhecimentos sobre a produção e comercialização do morango

Obra produzida pela autora Marciele Goetzke ainda teve colaboração do extensionista da Emater/RS-Ascar Robson Loeck e do chefe do escritório municipal, Francisco de Arruda. (Foto: Luana Martini/JTR)

Com o objetivo de valorizar a produção e a comercialização do morango, bem como aqueles que estão envolvidos nesse processo, a obra “Morango – Produto Colonial Pelotense”, de Marciele Goetzke, foi distribuída na 4ª Festa Municipal do Morango, que ocorreu no Parque Stone Land, Cascata, nos dias 12 e 13 de novembro. A produção histórico-cultural foi produzida com base em entrevistas com produtores rurais, além de informações adicionais adquiridas ao longo do processo de criação, visando expor a trajetória da fruta e das famílias que a cultivam.

Foram impressos cerca de mil exemplares, e distribuídos aos produtores que estiveram presentes na Festa para que, posteriormente, compartilhassem com os consumidores. De acordo com Marciele, a distribuição foi um sucesso. No primeiro dia de evento, já não havia mais cartilhas.

Mil exemplares foram impressos e distribuídos durante a Festa Municipal do Morango. (Foto: Luana Martini/JTR)

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar e sociólogo Robson Loeck, colaborador do processo de produção, conta que a obra nasce a partir de uma coincidência – ele havia lido outra produção da autora que conquistou sua atenção e admiração – “Monte Bonito da Serra Terra dos Tapes”. A partir daí, ele conta que buscou conversar sobre o trabalho desenvolvido por ela, o que ocasionou uma parceria que visava produzir uma obra sobre o morango e seus cultivadores. Para isso, Marciele necessitava entrar em contato com famílias produtoras da fruta da região, o que foi viabilizado pela Emater/RS-Ascar, por meio de Loeck, do engenheiro agrônomo e extensionista Rodrigo Bubolz Prestes, e do chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, o engenheiro agrônomo Francisco de Arruda.

A produção da obra começou e, à medida que o tempo passava, as histórias foram sendo armazenadas neste exemplar que demorou cerca de três meses para ser concluído. De acordo com a autora, a cartilha segue um padrão de escrita baseado em épocas. “Fui trabalhando as épocas conforme eram as coisas mais importantes […] e como que as famílias perceberam essas mudanças [relacionadas à produção da fruta]”, afirmou a autora, que também ressaltou a escolha de alguns dos temas, em conformidade com vivências e comentários dos produtores entrevistados.

Falando sobre o procedimento de criação da obra, o sociólogo salienta a importância da Emater ao focar não apenas em oferecer um serviço técnico, mas em promover um resgate cultural. “Não basta simplesmente lá tu atender o produtor na parte técnica da produção; [é preciso] ir além disso – envolve a divulgação do produto, a história do produto, a questão da própria autoestima dos agricultores”, disse.

Nesse sentido, Arruda ainda destaca que o objetivo do trabalho é, principalmente, “valorizar pessoas”. Pensando nisso, a instituição possui um departamento, denominado “Extensão”, que desempenha atividades além da assistência técnica, mas que trabalha aspectos relacionados ao contexto de vivência do produtor.

Marciele ainda comenta que há projetos futuros em andamento e que, em breve, outros trabalhos relacionados à produção e ao produtor serão desenvolvidos.

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