
Durante sua visita a Pelotas no sábado (28), quando visitou as obras do futuro Pronto Socorro Regional e participou da festa de aniversário da secretária estadual de Relações Institucionais, Paula Mascarenhas (PSD), o governador do Estado, Eduardo Leite (PSD) reafirmou sua disposição em concorrer à Presidência da República.
“Estou disposto a liderar um projeto nacional, há uma chance bastante real disso acontecer e estou trabalhando para isso. Vamos aguardar o desdobramento dessa decisão do partido no nível nacional antes de encaminhar qualquer outra solução”, declarou.
Questionado sobre se aceitaria disputar prévias internas no PSD contra nomes como os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Paraná, Ratinho Júnior, o governador do Rio Grande do Sul disse que isso não deverá acontecer. “A lógica não é de uma prévia, a lógica é que está se trabalhando no PSD de diálogo dentro da cúpula do partido com as lideranças para entender a circunstância política e assim poder tomar a melhor decisão sobre quem vai ser o candidato. Então não deve ser prévia, vai ser dentro de um processo de discussão entre os líderes do partido”, afirmou.
Sobre as frequentes manifestações e movimentos de apoio de Caiado e Ratinho Júnior à família Bolsonaro e, em especial, ao ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), Leite ponderou que fazem parte do ambiente democrático do partido. “Nós os três temos cada um o seu estilo, convergimos em muitos pontos, divergimos em tantos outros e é isso que o partido vai ter que avaliar. Qual é o perfil que melhor pode buscar ser uma alternativa? Eu entendo que o melhor que eu posso oferecer para o PSD é justamente a independência de quem não aderiu nem a Lula, nem a Bolsonaro no passado. Eu respeito muitos dos meus colegas governadores, mas os dois fizeram as suas opções nas eleições passadas. Eu me sinto com legitimidade para oferecer efetivamente uma alternativa para o Brasil”.
Presidência ou Senado?
Caso seu projeto de concorrer à Presidência da República não avance, Eduardo aponta uma candidatura ao Senado Federal como um caminho a seguir. “É natural que haja uma candidatura ao Senado. Mas isso vamos discutir com o nosso grupo político, com a nossa base, com o próprio Gabriel, que é nosso pré-candidato ao governador. Qual é o melhor caminho para eu poder colaborar? Naturalmente, a candidatura ao Senado se torna uma alternativa para continuar colaborando com o Rio Grande”, declarou.
Apesar do prazo para desincompatibilização terminar no dia 4 de abril, Eduardo diz ainda não ter definido uma data para bater o martelo sobre seu futuro político. “Não tem uma data específica. Em março, vai ter muita coisa acontecendo ainda”.



