Candidata à presidência da República pelo MDB, Simone Tebet, cumpre agenda em Pelotas

Candidata à presidência esteve junto à figuras políticas em caminhada até o Café Aquários. (Foto: Luana Martini/JTR)

A candidata à presidência da República, Simone Tebet (MDB), esteve cumprindo agenda em Pelotas, nesta segunda-feira (26), junto à outras figuras políticas da região – o candidato a governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB); o candidato a vice-governador, Gabriel Souza (MDB); e candidatos a deputado estadual e federal da coligação. A candidata atendeu a imprensa e, logo após, participou de uma caminhada até o Café Aquários, onde esteve junto de eleitores.

Durante a entrevista a imprensa, Simone respondeu questionamentos relacionados ao cenário político atual, bem como a importância de estar em uma cidade que é um polo universitário e seu posicionamento em relação a atitudes de outros candidatos frente ao debate que ocorreu no sábado (24), com candidatos à Presidência da República.

Quando questionada a respeito das dificuldades que permeiam a situação política, o que inclui uma candidatura da terceira via, a candidata afirmou que a polarização ideológica está “matando o Brasil”. “A dificuldade não é só de uma candidatura à terceira via, a dificuldade do Brasil – desse Brasil que voltou para o mapa da fome, que tem, hoje, inúmeros retrocessos que nós não imaginávamos estar vivenciando – é justamente a polarização. As pessoas não comem ideologia”, afirmou a candidata, que ainda exemplificou a declaração ao citar a situação de pessoas que não possuem segurança alimentar, que estão desempregadas e que não têm certeira assinada. Além disso, declarou que essa mesma polarização “não dá segurança para quem tem dinheiro – a iniciativa privada – invista no Brasil, seja o estrangeiro, sejam os nacionais”.

Em contrapartida, Simone disse que mesmo diante de uma polarização ideológica que, segundo ela, “se alimenta do ódio, do nós contra eles”, há uma alternativa de candidatura. “Ela [polarização] permite também que uma candidatura da moderação, do equilíbrio, do diálogo, aquela que apresenta propostas […] se apresente como alternativa”, afirmou a candidata.

No que tange a presença de Simone em uma cidade universitária, com um grande número de eleitores jovens, a candidata comentou sobre o crescimento do país, vinculado ao setor da educação: “Enquanto o filho do pobre não tiver a mesma qualidade de ensino do filho do rico, o Brasil não tem futuro. Então, começa na primeira infância, onde a união tem que, pela primeira, também olhar para os municípios e ser parceira na primeira infância na vaga de creches, indo lá para o ensino médio, onde nós vamos pagar para o aluno estudar”, alegou a candidata, ao explicar que, atualmente, alunos do ensino médio fogem das escolas e, por esse motivo, são necessários dois aspectos: “Ter conectividade e internet nessa escola para que ele permaneça – o leilão 5G vai resolver esse problema agora – e que a gente implante reforma do ensino médio”, declarou.

Ao ser indagada sobre a campanha do partido adversário (PT) em prol do voto útil, em meio a reta final do período eleitoral, Simone afirmou que a posição do ex-presidente frente ao debate ocorrido no dia 24 não sustenta tal ideia. “Me espanta aquele que pede voto útil, foge do debate para se apresentar ao Brasil. Aí vem a pergunta: ele quer voto útil para que?  Para que a população brasileira dê um cheque em branco, dê um tiro no escuro, vote sem saber quais são os projetos, baseados em formulas antigas do passado, de um governo que ficou quatro mandatos a frente do Brasil e não resolveu de forma definitiva os problemas do Brasil. Então, eu só acredito que esse voto útil só teria sentido na cabeça do eleitor se aquele que prega o voto útil diz: ‘Eu to aqui. Eu to pronto pra discutir o Brasil. Eu to pronto para dizer quais são as soluções reais que eu tenho para os problemas reais do Brasil’. Isso, ele covardemente não fez”, afirmou a candidata ao salientar que não é de conhecimento do público as propostas do concorrente em relação as diversas áreas – educação, saúde, desenvolvimento social , entre outras.

Simone finalizou dizendo que as pesquisas atuais, na reta final, podem sofrer alterações. Além disso, citou o debate que ainda ocorrerá na quinta-feira (29) e como sua candidatura política é um meio de preparar o cenário para 2024 (eleição municipal) e 2026 (eleição nacional).

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