Pelotas: Programa “UCPel Mais Saudável” oferece atividades de combate ao tabagismo no Dia Nacional de Combate ao Fumo

Atividade foi realizada ao longo desta segunda-feira (29). (Foto: Luana Martini/JTR)

Utilizando como base o Dia Nacional de Combate ao Fumo, nesta segunda-feira (29), o programa “UCPel Mais Saudável “, por meio do projeto “Fumo Zero”, promoveu uma atividade no saguão do Campus I da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Foram oferecidas atividades de acolhimento e orientação sobre cessação do tabagismo para a Comunidade APAC, teste de Fagerströn, distribuição de folders sobre prevenção e moção popular para inclusão da homeopatia no Sistema Único de Saúde (SUS) de Pelotas.

Existente há mais de 10 anos, o Fumo Zero foi desenvolvido com o objetivo de acolher os fumantes, orientando-os a parar de fumar, além de instruir os que ainda não possuem o hábito a não desenvolvê-lo. De acordo com Roni Quevedo, médico e coordenador do projeto, uma pesquisa realizada pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) sobre tabagismo, mostra que, em Pelotas, um quarto da população é fumante. “Na média, uma família tem quatro pessoas, então, em Pelotas, toda a Pelotas fuma” afirma ele.

Médico Roni Quevedo promoveu orientações. (Foto: Luana Martini/JTR)

Falando sobre a importância do projeto no âmbito acadêmico – afetado pela portaria assinada pelo reitor que assegura a proibição do consumo de produtos fumígenos nas dependências da Universidade -, Quevedo diz que o espaço em que as informações são difundidas é conveniente, visto que o número de alunos que passam pelo campus é significativo. “Nos 50 mil metros quadrados da Universidade toda, passou o portão já não fuma mais. E as pessoas sabem disso. Se tornou uma conduta de comportamento cultural. Até um tempo atrás, tu ainda via uma ou outra pessoa inadvertidamente acendendo um cigarro. Já vinha um agente de portaria [dizendo]: ‘não pode fumar aqui’”, declara.

Quevedo ainda explica que o tabagismo é uma doença pediátrica, ou seja, começa aos 14 anos. Visando o público mais jovem, a indústria do tabaco procura produzir seus produtos tornando-os atrativos para esse grupo especificamente. “A indústria investe, botando sabor ao cigarro, porque ele está matando dois de cada três fumantes habituais, então ele tem que repor essa carga que ele tá perdendo. De cada três fumantes, em média, que morrem 10 anos antes da expectativa de vida, eles precisam repor. Eles investem botando sabor ao cigarro. Hoje, tu vais encontrar cigarro com sabor de chocolate, laranja, de banana, de melancia. É a forma de conquistar as crianças, tirar o gosto ruim do tabaco e manter uma dependência”, diz.

Ao contrário do que muitos pensam, os cigarros eletrônicos, conforme Quevedo, são piores do que os “normais”, visto que “criam outras doenças que não existiam, pela composição que é colocada naquela substância para dar o prazer passageiro”. Além disso, os aditivos não estão presentes apenas nos cigarros, mas também nos charutos, no tabaco sem fumaça, nos kreteks, nos bidis e no narguilé.

O coordenador do projeto finaliza apontando sobre alguns dos efeitos prejudiciais do tabaco. “O tabaco, uma substância que existe num cigarro – são sete mil substâncias -, muitas delas são tóxicas e 50 cancerígenas e atrapalham o uso de algum medicamento que a pessoa possa estar em tratamento, modifica o comportamento dessas substâncias de uma pessoa que se trata para diabetes, coração, tireoide, ansiedade. O tabaco, através da nicotina e dessas outras substâncias, é muito complicado para a saúde das pessoas”.