Pelotas Parque Tecnológico busca empresa para restauro da Torre da Caixa d’água

O projeto da caixa'agua tem autoria do uruguaio Eladio Dieste, e é considerada a última obra do famoso arquiteto, no Brasil. Foto: Divulgação

No mês do aniversário do engenheiro e arquiteto uruguaio Eladio Dieste, o Pelotas Parque Tecnológico elencou o restauro da torre da caixa d’água como um projeto prioritário. O elemento arquitetônico é considerado a última obra do famoso arquiteto no Brasil.

A proposição é de que as empresas vinculadas a ações de restauro possam participar do certame com o desafio de restaurar a Torre, uma obra única no Brasil, e último trabalho do renomado profissional da arquitetura uruguaia no país.

“A ideia é que no ano de 2021 possamos realizar um evento em homenagem ao trabalho deixado por Dieste, que fortalece a vocação da indústria criativa no município”, explica Rosani Ribeiro, Diretora executiva do PPT.

Projetada por Dieste, a torre faz parte do projeto arquitetônico do prédio, que abriga mais de 63 empresas, quatro incubadoras, um coworking e um conjunto de espaços para eventos, como auditórios, salas e cafeteria, além de amplo espaço interno e externo de convivência e com mais de 70 vagas de estacionamento para carros e motocicletas.

Renomado engenheiro e arquiteto, Eladio Dieste nasceu em Artigas, em 1 de dezembro de 1917, e construiu sua reputação projetando silos, fábricas, mercados e igrejas de elegância excepcional, no Uruguai. Falecido em 20 de julho de 2000, em Montevidéu, Dieste foi pioneiro na técnica denominada “cerâmica armada”.

Na torre vazada, símbolo do prédio do Pelotas Parque, Dieste desenvolveu uma forma interessante de construir a estrutura, com usos diversos de tijolos: tratam-se de lâminas descontínuas de tijolos de 12cm de espessura, com elementos verticais travados por peças de cerâmicas, compostas por duas fiadas de tijolos deitados, com armação nas juntas, e que, com vãos abertos, diminuem a ação do vento sob a torre.

Uma torre semelhante, com 18 metros de altura, foi construída em meados dos anos 50 e se encontra na Igreja Cristo Obrero, em Atlántida, no Uruguai. Nos projetos criados por Eladio, são utilizados diversos recursos que demonstram a alta capacidade funcional do estimado arquiteto.

O projeto de restauro será coordenado pela Tecnosul – Parque Científico e Tecnológico, entidade gestora do Parque, e com a Prefeitura Municipal de Pelotas, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

As empresas interessadas em apresentar projeto de restauro poderão solicitar agendamento de visita no período de 18 a 28 de dezembro pelo e-mail: pelotasparquetecnologi[email protected] ou fone (53) 3026-6556

Sobre o Pelotas Parque Tecnológico
O Parque, criado oficialmente em 2016, é gerido pela TECNOSUL – Parque Científico e Tecnológico, uma associação civil sem fins lucrativos de direito privado, caráter científico, tecnológico, educacional e cultural.  O parque possui um Conselho de Administração (Consad), eleito a cada três anos, e atua em três grandes áreas nas quais o município já se destaca como polo: tecnologia da informação e comunicação; tecnologia em saúde e indústria criativa. Atualmente, 63 empresas atuam no Pelotas Parque Tecnológico, sendo 23 instaladas nas áreas geridas pelo Parque, sete no coworking, 15 incubadas, 18 pré-incubadas. Entre as incubadoras estão a Conectar, Incubadora de Base Tecnológica da UFPel; CIEMSUL, incubadora de empresas multissetorial da UCPel e SENATEC, destinada às empresas júnior. Ainda, existem 23 instituições parceiras. O Parque oferece espaço coworking, com área gastronômica para 55 pessoas, auditório para 230 pessoas, duas salas de reunião e capacitações e estacionamento para 65 carros. Ao todo, o Pelotas Parque gera 267 empregos diretos e 638 indiretos.

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