
No dia 25 de maio foi celebrado o Dia da Indústria. A data tem como objetivo reforçar a importância do setor que, em Pelotas — maior cidade do sul do Estado —, responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) local, conforme dados do Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel).
Atualmente, o município abriga 8,2 mil indústrias, representando aproximadamente 18% dos mais de 45 mil empreendimentos locais e contribuindo com cerca de 10% do PIB municipal.
O presidente da Cipel, Augusto Vaniel, destaca que, apesar de a indústria pelotense ter como principais segmentos o alimentício, couro e calçados, metalmecânico, gráfico e editorial, têxtil e vestuário, Pelotas busca fortalecer ainda mais seu parque industrial por meio da atração de novas empresas e investimentos em infraestrutura, com o objetivo de diversificar a economia e gerar empregos qualificados.
“No Dia da Indústria, reforçamos a importância do setor como motor do desenvolvimento e da qualidade de vida. No entanto, vivemos este momento com apreensão e solidariedade diante da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, causando perdas imensas à nossa indústria. É hora de união para reconstruir e fortalecer esse pilar essencial da nossa economia”, afirma.
No cenário nacional, o setor ocupa uma posição estratégica ao representar 3,7% do PIB do país. Em Pelotas, a construção civil ganha destaque como uma das principais engrenagens do desenvolvimento urbano e econômico, movimentando anualmente R$ 995,6 milhões — o equivalente a 67% do PIB industrial local.
Construção civil é o segmento mais aquecido
Em Pelotas, a construção civil é o segmento industrial com maior geração de empregos. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas (Sinduscon), Marcos Fontoura, os canteiros de obras sustentam, em média, 13 mil postos de trabalho diretos nos últimos dez anos. Além disso, para cada vaga direta, estima-se a criação de 5,2 empregos indiretos, ampliando significativamente a cadeia de geração de renda e oportunidades.
“A construção civil em Pelotas vive um momento promissor. O crescimento constante do setor, aliado à urgência por novas habitações e à busca por soluções mais sustentáveis, coloca o município em uma posição estratégica. Seja para investidores, profissionais ou para a população em geral, o cenário é de otimismo: a cidade se prepara para um ciclo de desenvolvimento urbano robusto, impulsionado por um setor que segue como protagonista no progresso de Pelotas”, destaca Fontoura.

Indústria conserveira é marca da tradição local
Com raízes que remontam a 1880, a indústria conserveira de Pelotas é uma das atividades mais tradicionais da cidade. Ao longo das décadas, o setor se firmou como uma referência nacional, especialmente na produção de pêssegos em calda.
Conforme Paulo Crochemore, presidente do Sindicato das Indústrias de Doces e Conservas de Pelotas (Sindocopel), das mais de 50 indústrias conserveiras registradas no município até a década de 1980, hoje restam apenas dez, distribuídas entre Pelotas, Capão do Leão e Morro Redondo.
“Hoje contamos com mais de mil famílias produtoras de pêssego. Temos realizado um trabalho de qualificação, mudança de variedades e aumento da produtividade para tornar toda essa cadeia mais competitiva. Atualmente, a compota de pêssego é avaliada com base no mercado mundial”, afirma Crochemore.
Apesar da redução no número de empresas, as plantas locais continuam responsáveis por abastecer toda a demanda nacional por pêssegos em conserva.



