Movimento Revitalização do Centro Histórico – Centro Vivo, Viva o Centro retoma reuniões na ACP

O objetivo do movimento é articular uma rede de apoio entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil e conscientizar a opinião pública de que o que está em pauta é o acolhimento e a busca de soluções reais, com políticas públicas, para oferecer alternativas concretas de saída das ruas e reinserção social. (Foto: divulgação)

A Associação Comercial de Pelotas (ACP) sediou, na quarta-feira (7), mais uma reunião do Movimento Revitalização do Centro Histórico – Centro Vivo, Viva o Centro. Encabeçado pela ACP, o movimento reúne diversas entidades representativas — CDL Pelotas, Secovi Zona Sul, Sinduscon Pelotas, Sindilojas Pelotas, Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes e Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Pelotas — com o objetivo de impulsionar iniciativas de revitalização da área central da cidade.

A reunião marcou a retomada dos trabalhos do movimento e contou com a participação da Assessora Especial da Secretaria de Assistência Social de Pelotas, Ariane Stramare, representando a Secretária Raquel Nebel, que trouxe uma contribuição sobre a realidade das pessoas em situação de rua no centro da cidade e os caminhos possíveis para inclusão social.

Participaram do encontro o presidente da ACP, Fabrício Cagol, a diretora de Projetos Especiais da entidade e coordenadora do Movimento Centro Vivo, Viva o Centro, Mara Casa, o diretor executivo da ACP, Mauro Bom, a vice-presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Pelotas (AEAP), Vivian Magalhães, e a conselheira-gestora da CDL Pelotas, Márcia Helena Krause Schwantz.

Durante a reunião, foi reafirmado que o objetivo do movimento é articular uma rede de apoio entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil e conscientizar a opinião pública de que o que está em pauta é o acolhimento e a busca de soluções reais, com políticas públicas, para oferecer alternativas concretas de saída das ruas e reinserção social.

Ariane Stramare falou sobre o plano de ação da Secretaria, que inclui o mapeamento das áreas ocupadas por pessoas em situação de rua durante o dia e à noite, para qualificar as abordagens sociais e encaminhamentos para serviços como Centro POP e Casa de Passagem. Entre os desafios, está a capacidade limitada da Casa de Passagem, que demanda reforço em parcerias e ampliação da rede de apoio. “A abordagem social não é sobre remoção, mas sobre restituição de direitos”, destacou. “Precisamos desconstruir a ideia equivocada de ‘limpeza’ e mostrar que a verdadeira revitalização passa pela inclusão”.

Também foi debatido o fortalecimento da abordagem social, um processo de trabalho planejado e humanizado, realizado em espaços públicos por equipes especializadas de assistentes sociais, com o objetivo de aproximar, ouvir, acolher e conectar pessoas em risco social à rede de proteção. A estratégia inclui identificação, construção de vínculos de confiança, encaminhamento para acolhimento e o acompanhamento, sendo uma porta de entrada para os serviços sociais e de apoio. A iniciativa é realizada com respeito à autonomia e à dignidade das pessoas, buscando sempre a ressocialização.

A Associação Comercial de Pelotas reforça que revitalizar o centro histórico é também garantir dignidade às pessoas que o ocupam e destaca que o Movimento continuará atuando de forma colaborativa, concentrando esforços em soluções integradas que abrangem desenvolvimento urbano, segurança, empreendedorismo e inclusão social.

Entre as ações planejadas para os próximos passos, após a reunião desta quarta-feira, estão o fortalecimento de parcerias com as Organizações da Sociedade Civil (OSCs), para ampliar a capacidade das abordagens sociais e pensar em estratégias pós-acolhimento, com o encaminhamento para o estudo e cursos profissionalizantes, por exemplo, visando a ressocialização por meio do trabalho.