Movimento de Emaús celebra 50 anos com comemorações ao longo do ano em Pelotas

Movimento foi trazido de São Paulo ao município em 1975 pelo monsenhor Benedito Mário Calazans. (Foto: Elison Bitencourt)

Há meio século evangelizando jovens, o movimento de Emaús, pertencente à Arquidiocese de Pelotas, celebrou seus 50 anos em janeiro e contou com comemorações nos últimos meses. Fundado em São Paulo e trazido ao município em 1975 pelo monsenhor Benedito Mário Calazans, o Emaús tornou-se um dos mais importantes movimentos de evangelização para a juventude católica. Sendo assim, o Jubileu de Ouro do movimento foi comemorado com programações diversas. Atualmente, o grupo tem como orientador espiritual o padre Eneias Carniel.

Com cursos femininos e masculinos ao longo de cada ano, estima-se que mais de 10 mil jovens tenham sido evangelizados pelo Emaús nesses 50 anos. Englobando temas como fé, partilha, comunhão, oração e evangelização, o movimento passou por comemorações, que iniciaram com uma sessão na Câmara de Vereadores, depois por um show católico no Quartier no fim de setembro, também pelo lançamento de um documentário, e, por fim, uma missa em ação de graças e jantar baile festivo no Clube Brilhante no sábado (25).

Os casais Maria Isabel Moraes e Lúcio Lauser, Jaqueline e Rogério Caldas, ao lado do padre Eneias Carniel no jantar baile festivo. (Foto: Elison Bitencourt)

A essência que preenche cada comemoração

Segundo Maria Isabel Moraes e Lúcio Lauser, casal presidente do Emaús, cada evento foi especial da sua maneira, pois todos continham a essência dos jovens e adultos. “Embora tenha sido um ano de muito trabalho, também foi de muitas graças recebidas. Além das comemorações dos 50 anos tivemos quatro cursos com mais de 50 jovens em cada um. Todas as nossas comemorações mostraram muito nosso rosto e nosso trabalho. Cada uma num determinado local, desde a audiência pública na Câmara de Vereadores, como no show aberto a toda a cidade no Quartier, terminando com nossa grande missa festiva e jantar baile no Clube Brilhante”, ressaltaram.

Para Júlia Gameiro, vogal atual do Emaús – representante jovem junto com João Pedro Caldas –, o movimento dialoga com os jovens ao passo que transforma suas vidas. “Acredito que no cotidiano dos jovens, hoje em dia, o Emaús significa exatamente isso: um rumo certo para termos a vida que Cristo quer que tenhamos. Num mundo com valores tão invertidos, ter essa direção faz toda a diferença. O movimento dialoga com os desafios e as linguagens da juventude atual porque nasceu do encontro entre fé e realidade. Ele não fala sobre os jovens, mas fala com eles, partindo da vida concreta, das dúvidas, dos sonhos e das feridas que cada um carrega”, contou Júlia.

Show comemorativo foi aberto ao público no bairro Quartier. (Foto: Alexandre Oliveira)

De acordo com ela, a preparação para os 50 anos reforça o sentimento da comunidade entre os jovens e os mais antigos, pois os eventos são mais do que festas, são reencontros de histórias. Júlia destacou ainda que os eventos unem gerações que viveram o mesmo chamado, ainda que em tempos diferentes, e fazem cada um perceber que fazem parte de algo muito maior do que o seu próprio grupo. Por meio dos eventos comemorativos, pode-se viver ainda mais intensamente a comunidade que o movimento proporciona.

Segundo Maria Eulalie Mello, participante do Emaús desde o seu início na cidade e parte da comissão organizadora dos 50 anos, o processo de organização foi repleto de entusiasmo. “Foi uma alegria imensa participar da comissão organizadora dos 50 anos, na presidência do Rogério e da Jaqueline Caldas, o casal-presidente da comissão, que trabalhou de uma maneira ímpar, com muita harmonia, muita dedicação, muitos trabalhos, nós começamos em janeiro nossos trabalhos”.

Além disso, para Maria Eulalie, a fé, a esperança e o empenho são as chamas que mantém o Emaús vivo. “Rezamos muito nesses 50 anos, foi 50 anos de graça e de muita oração, de muita fé, confiança e obediência. Nós temos jovens e adultos maravilhosos, jovens de Deus, homens e mulheres de Deus, pessoas sérias que querem realmente levar o movimento de Emaús adiante para evangelizar os jovens da nossa e de outras cidades. No Rio Grande do Sul, levamos para 11 dioceses. Todos nós fomos levando, os regionais foram se fortalecendo e eu vejo com muita esperança”, disse ela.