Legião da Boa Vontade (LBV) distribui cestas de Natal a 263 famílias na região

Campanha anual distribui alimentos a famílias em vulnerabilidade social em Pelotas e região. (Foto: Débora Corrêa)

A Legião da Boa Vontade (LBV) distribuiu neste Natal 263 cestas com 23 quilos de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade social em Pelotas, Rio Grande e São Lourenço do Sul. A entrega ocorreu no dia 18 de dezembro no Centro Comunitário de Assistência Social da instituição em Pelotas, localizado na rua Bernardino Santos, 98, bairro Areal. Foram 93 cestas para Pelotas, 100 para Rio Grande e 50 para São Lourenço do Sul. Outras 20 foram repassadas ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Areal.

No estado, a ação começou dia 12 por Porto Alegre e municípios da região metropolitana, como Eldorado do Sul, Guaíba, Glorinha, Gravataí, Alvorada e Canoas. Também houve distribuição de cestas de Natal em outras cidades do interior, como Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo e Santo Ângelo. Em todo o Brasil, onde a LBV está presente nas cinco regiões, foram ao todo entregues mais de 50 toneladas de alimentos – angariados junto a doadores.

Com 73 anos de atividade, é uma das mais antigas entidades do terceiro setor no Brasil. Em Pelotas a LBV conta com uma equipe de 10 colaboradores. Além de Telma Carilei, que há oito anos é gestora da unidade, a instituição dispõe de assistente social, auxiliar administrativo, três educadores, cozinheira, auxiliar de cozinha, um responsável por serviços gerais e outro pelo setor operacional. É esta a equipe que põe a LBV para funcionar, com serviços oferecidos a um público de faixas etárias diferentes, mas de uma mesma condição social, entre crianças, adolescentes, adultos e idosos.

De segunda a sexta-feira, manhã e tarde (das 8h ao meio-dia e das 13h às 18h), janeiro a dezembro, as atividades só são interrompidas no recesso entre a véspera de Natal e o Ano Novo, a Legião da Boa Vontade dispõe de projetos como o “Criança, Futuro no Presente”, no qual é atendido um público entre seis a 14 anos de idade em turno inverso ao da escola, com atividades lúdicas e criativas e que procura fortalecer vínculos com a família e com a comunidade.

“A gente faz esse resgate, nossos educadores trabalham o que os usuários trazem, nos preocupamos em oferecer cultura, informações sobre a história da cidade, visitas a pontos turísticos – recentemente levamos nossos acolhidos ao Museu da Baronesa, crianças que nunca tinham ido e moram na região, é uma forma de conhecer o território”, diz Telma. Segundo ela, são crianças e adolescentes que residem no Bom Jesus, Dunas, Areal, Navegantes, e Jardim Europa. “No entorno da LBV”, resume a gestora.

O pré-requisito fundamental para participar é frequência escolar. “Precisa estar frequentando a escola”, reforça ela. A assistente social da unidade faz esse acompanhamento. O grupo de acolhidos tem direito a café da manhã e a almoço; os da tarde, almoço e lanche, servido antes de irem embora. A evasão é controlada, diz Telma. ”A gente trabalha com a família, para que o núcleo familiar também assuma a responsabilidade de a criança vir. Nossa assistente social vai na casa, conversa, mostra que pode ser importante esse convívio durante a formação”, afirma a gestora.

Além disso, são trabalhados quatro módulos de atividades: Corpo e Movimento (esporte e recreação), Oficinas de Convivência (no qual são trabalhados valores baseados em respeito, solidariedade e compaixão), Arte e Cultura (pintura, desenho, teatro e dança) e Saber (reforço escolar em disciplinas como Português, Matemática, Geografia e História).

Como participar

As vagas são pelo o que Telma define como “busca direta”. É preciso que a família vá ao local, onde será atendida pela assistente social. Há também encaminhamento pela chamada rede, composta por CRAS, Promotoria e Conselho Tutelar.

Entidade distribuiu 263 cestas com 23 quilos de alimentos a famílias de Pelotas, Rio Grande e São Lourenço do Sul. (Foto: Débora Corrêa)

Idosos e adultos
O projeto Vida Plena é direcionado a idosos. Todas as segundas-feiras, à tarde, o grupo convive duas horas no Centro Comunitário onde recebe orientações sobre questões de independência e de direitos assegurados.

Já o Vivência Solidária contempla mulheres e homens entre 38 e 59 anos. Em geral, apresenta perfil sem formação específica que demanda por auxílios sobre direitos e deveres, inserção no mercado de trabalho e oficinas para geração de renda. O encontro é também semanal.

Estrutura
No país, a LBV conta com 73 centros comunitários, três abrigos de idosos, escolas de educação básica e de formação profissional. Há também unidades em outros seis países: Argentina, Bolívia, Estados Unidos, Paraguai, Portugal e Uruguai, além de duas representações na Organização das Nações Unidas (ONU). É uma organização ecumênica, sem vínculos políticos ou ideológicos. “Nossa religiosidade é a de Deus, com foco na espiritualidade e na ciência”, resume a gestora.

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