Expofeira Pelotas: Seminário discute turismo rural na região

Vista privilegiada da região pode ser conferida em pontos altos dos locais. (Foto: Divulgação)

Realmente não escapa nada da Conferência Rural da 96ª Expofeira Pelotas. Se todos os temas ligados ao agro e ao ambiente rural têm vez na programação, o turismo não pode faltar. Não pode e não vai. O Seminário sobre Turismo Rural será realizado quinta-feira (6), durante todo o dia – a partir das 8h30 -, na sede da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Pelotas (Aeapel), nas dependências do Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes, da Associação Rural de Pelotas (ARP).

“O Seminário já é uma tradição na Expofeira Pelotas”, diz Carlos Gonçalves, presidente do grupo Cavaleiros da Costa Doce, entidade promotora ao lado da Embrapa, Sebrae e secretarias de Turismo e Desenvolvimento Rural de Pelotas. “Em 2022 chegamos a nossa 13ª edição”, diz ele.

O objetivo permanece o mesmo desde a primeira edição do Seminário. Sinal de que ainda há muito o que fazer para se desenvolver o turismo na região, sobretudo o rural. “É um processo sempre em movimento”, justifica Gonçalves.

Presidente dos Cavaleiros da Costa Doce, Carlos Gonçalves destaca os avanços obtidos desde a primeira edição do Seminário
na Expofeira, há 13 anos, mas ressalta que ainda há muito a ser feito pelo setor. (Foto: Maicon Almada/JTR)

“É preciso discutir o conjunto das nossas potencialidades, mostrar cases de sucesso, nos debruçar sobre a resolução de gargalos que ainda emperram o pleno desenvolvimento do turismo na região e principalmente montar, sempre com o apoio do Sebrae, um banco de dados para que se possam acessar essas informações, planejar, trocar ideias, informações e conhecimento.

Nada hoje se faz de modo empírico”, prega ele, operador e incentivador da pauta na região.
De acordo com Gonçalves, muito já se avançou no setor desde a primeira edição do Seminário na Expofeira, há 13 anos. “Avanços consideráveis”, acrescenta. “Muito já se organizou. Há grupos como o Pelotas Colonial e empreendimentos que são sucesso comprovado”, afirma. Mas é preciso mais, e o próprio Gonçalves reconhece. Afinal, potencialidade não falta na região para o serviço deslanchar.

A região dispõe de uma colonização com mais de 30 etnias, além de contar, em um raio de cem quilômetros, com serras, Pampa, quedas d’água, praias de água doce e salgada. Serra, Pampa e mar. Mas não apenas.

A cultura já demonstrou literalmente em campo seu potencial de encantamento. Gonçalves lembra do êxito do roteiro que levava turistas norte-americanos, canadenses e mexicanos a passar algumas horas na Estância São José, no Capão do Leão. Além de acompanharem a lida campeira, provavam aperitivos, saboreavam um autêntico churrasco na vala e ouviam sobre a história e a formação cultural da figura do gaúcho e da região.

“Este contingente [que aproveitava a parada do navio cruzeiro no Porto do Rio Grande para limpeza e abastecimento] não vinha aqui para conhecer nossa Catedral, esta lida autêntica a que eram apresentados ou eles viam aqui ou no Uruguai e na Argentina”, diz Gonçalves.
Mas por que este roteiro deixou de ser feito, é a pergunta que se impõe.

Por isso, a importância do Seminário. “É preciso sempre estar atento, aproveitar a assistência técnica do Sebrae com base científica, esses cruzeiros que paravam no Porto do Rio Grande estão atracando em outro lugar para o mesmo fim. Rio Grande é uma cidade histórica, com praia de mar, a maior do mundo, sem juntar esses elos vamos continuar apenas sendo uma região de potencialidades turísticas sem, no entanto, gerar os empregos e a renda que esta pauta pode proporcionar.”

Enviar comentário

Envie um comentário!
Digite o seu nome