Emater/RS-Ascar recebe produtores para assinatura de contratos em Pelotas

Ato de assinatura teve a presença de autoridades da região e membros da Emater/RS-Ascar, como a presidente Mara Saafeld. (Foto: Michel Corvello/Prefeitura Municipal de Pelotas)

O Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar realizou na tarde de quarta-feira (6) ato de assinatura de 12 contratos pelo Fundo Estadual de Amparo aos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). A solenidade contou com a presença da presidente da Emater-Ascar, Mara Saafeld, da prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), dos chefes do Escritório Regional e Municipal, Ronaldo Maciel e Francisco Arruda, respectivamente, além de técnicos da empresa pública de assistência e extensão rural e produtores contemplados. O secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini, participou do evento de forma online. Ele não esteve presente porque no momento acompanhava comitiva do governo do Estado na região atingida pelas chuvas.

O chefe do Escritório Municipal da Emater em Pelotas, engenheiro agrônomo Francisco Arruda, acompanhado pela presidente da Emater-Ascar, Mara Saafeld, a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) e o chefe da Regional, Ronaldo Maciel, durante ato de assinatura. (Foto: Roberto Ribeiro/JTR)

A expectativa é de que os recursos do Feaper injetem R$ 3 milhões na economia dos 22 municípios cobertos pela Emater na região. O benefício é direcionado ao perfil do público assistido pela empresa, desde o agricultor e pecuarista familiar, passando por integrantes de comunidades quilombolas, pescadores artesanais e assentados da reforma agrária.

Uma amostra deste contingente se fez representar no ato da tarde de quarta-feira, como a agricultora quilombola Geneci da Silva Farias, moradora na Colônia Aliança, 4º Distrito de Pelotas. “Dou graças a Deus que consegui este projeto”, disse ela, que trabalha com horticultura na sua propriedade de dois hectares. Beneficiada com um contrato de R$ 5 mil, ela pretende investir em maquinário para aumentar sua produção. “Planto de tudo”, resume. No portfólio consta alface, couve-flor, repolho, beterraba, abobrinha, entre outras culturas. Tudo sozinha. Recebe ajuda de uma “das minhas crianças”, a filha de 16 anos que à tarde a acompanha na horta após passar a manhã na escola onde faz Ensino Médio. “Está dando para sobreviver”, avalia.

A quilombola Geneci da Silva Farias assinou o contrato junto ao Feaper. (Foto: Roberto Ribeiro/JTR)

O pescador artesanal Gederson Stein, morador da Barra do Laranjal, também vai receber R$ 5 mil do Feaper. Com esse montante, assim como a quilombola Geneci, vai adquirir material para ampliar a capacidade produtiva, como rede, boia, entre outros apetrechos de pesca. “Vai ajudar bastante”, acredita. Com isso espera dobrar a produção, que se dedica diariamente a partir das 4h para retornar para casa apenas à noite – senão no dia seguinte. No momento está parado já que o período é de defeso. Volta “ao mar”, como os pescadores se referem à Lagoa, a partir de 1º de outubro, quando é aberta a safra da curvina.

O pescador artesanal Gederson Stein, que mora na região da Barra do Laranjal, pretende adquirir novos equipamentos de pesca. (Foto: Roberto Ribeiro/JTR)

De família tradicional na produção de vinho e suco de frutas, como uva, pêssego e morango, Maurício Camelato, da Colônia Maciel, zona rural de Pelotas, assinou na tarde desta quarta seu contrato junto ao Feaper no valor de R$ 8 mil. O objetivo é adquirir equipamentos como freezer para resfriar frutas e máquina para fabricar geleias, já que deseja diversificar a produção. Também com a necessidade de aportar recursos próprios, pretende adquirir um pré-aquecedor de suco para envasamento. “O contrato é interessante porque oferece um rebate de 80% se pagar em dia, fica bem acessível”, elogia.

Segundo a presidente da Emater, o Feaper garante recursos para todo o tipo de melhorias ao pequeno produtor após acompanhamento feito por técnicos dos escritórios da empresa. “O contrato foi acompanhado pelo técnico da Emater, que em visita às propriedades identificou juntamente com o produtor o crédito necessário para aquisição de insumos visando a melhoria da produção – a Emater faz o projeto e depois é feita a liberação”, explicou Mara. Conforme ela, ao todo, no estado, serão contemplados 3.350 projetos – 460 na região, onde destaca o impacto do volume dos recursos de R$ 3 milhões, principalmente para o produtor. “É um dinheiro que entra na região para fazer com que o nosso agricultor possa transformar sua produção e entregá-la diretamente para o consumidor.”
O chefe do Escritório Regional da Emater, concorda: “Esse montante faz uma diferença enorme e tem um reflexo bastante importante na produção do pequeno produtor.”

Como funciona

Para aderir ao Feaper o produtor apresenta projeto, dentro de determinado prazo, feito por técnicos da Emater após várias visitas de acompanhamento. Devidamente habilitado, o contemplado vai pagar anualmente apenas 20% da contrapartida se o fizer em dia. Neste caso, o Governo do Estado quita o restante – 80%. Alguns contratos oferecem prazo de carência para começar o pagamento.

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