UFPel recebe mais de R$ 3 milhões em financiamento para desenvolver projetos de pesquisa

O orçamento disponível para projetos de pesquisa de todo o país é de R$ 300 milhões. (Foto: UFPel)

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) através do Edital Chamada Universal aprovou um financiamento com mais de R$ 3 milhões para o desenvolvimento de 30 projetos de pesquisa envolvendo a UFPel.

A Chamada Universal busca apoiar projetos de pesquisa em qualquer área do conhecimento. Neste ano de 2023, a Chamada Universal conta com o maior volume de recursos captados da sua história. O orçamento disponível para projetos de pesquisa de todo o país é de R$ 300 milhões, sendo todo orçamento exclusivo do CNPq, algo que não acontecia desde a primeira Chamada, em 2004.

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPel, Flavio Demarco, os recursos financeiros recebidos “são essenciais para o desenvolvimento científico e tecnológico da UFPel”. Para Demarco, os financiamentos feitos pelo CNPq às Universidades “destacam a retomada da pesquisa científica”, que foi frequentemente afetada pelos cortes de recursos na área da ciência, ao longo dos últimos anos. Além disso, o pró-reitor ressaltou a importância dos Programas de PPGs da UFPel, que constantemente produzem diversas pesquisas científicas que favorecem e melhoram a qualidade de vida dos brasileiros.

Projeto contemplados com o financiamento

Um dos projetos contemplados com o recurso financeiro é denominado “Biorremediação e mecanismos de resistência, e potencial de plantas fitorremediadoras como Enydra anagallis para fitoextração de ambientes contaminados com metais.”

Apesar do título parecer difícil de entender, este projeto, coordenado pelo professor do Centro de Engenharias da UFPel, Rodrigo Andreazza, consta na descoberta de uma planta chamada Enydra anagallis, nas imediações do Arroio Santa Bárbara em Pelotas, que auxilia na fitorremediação de ambientes contaminados com vários tipos de metais contaminantes, como o cádmio. Em outras palavras, a descoberta da Enydra anagallis pode auxiliar na descontaminação de ambientes (aquáticos, em sua maioria) contaminados por algum tipo de metal. Além disso, a proposta do projeto possui um dos objetivos específicos de identificar quais os genes da planta que realizam na defesa contra os metais contaminantes, visando futuras pesquisas com esse material.

O projeto conta com vários PPGs envolvidos, dentre eles as áreas das ciências ambientais, engenharia e ciência de materiais. A pesquisa também possui a cooperação de diversas Universidades, entre elas a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade de Albert Montgomery, nos Estados Unidos. Com o financiamento doado pelo CNPq, os integrantes também poderão garantir os equipamentos necessários para apurar na análise da planta estudada, bolsas para mestrandos e doutorandos, além de uma viagem à Universidade de Albert, para a apresentação e divulgação das pesquisas concluídas do projeto.

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