Um reencontro com a Feira do Livro de Pelotas

Feira chega a 48ª edição com o objetivo de aproximar o pelotense ao hábito da leitura. (Foto: Luana Martini/JTR)

A cultura literária voltou a estar presente no Centro Histórico de Pelotas. Teve início nesta sexta-feira (28), a 48ª Feira do Livro de Pelotas e a Praça Coronel Pedro Osório reviveu um momento que, não acontecia desde 2019, não acontecia devido à pandemia. Visitantes movimentaram as bancas à procura de diferentes gêneros de leitura. A Feira realizada pela Câmara Pelotense do Livro, em parceria com a Prefeitura de Pelotas e que nesta edição visa, principalmente, incentivar a população de Pelotas a desenvolver o apreço pela leitura, se estende até o dia 15 de novembro e ainda conta com atividades que contribuirão para o mesmo objetivo. O evento também oferece 11 oficinas gratuitas.

Para os proprietários das bancas, retornar após dois anos sem a Feira, é um motivo de alegria. Esse é o caso de Nilo Ramm, dono da banca Prazer de Ler. Ele trabalha há mais de 22 anos com livro e diz que, o movimento foi significativo. “Acho que para o primeiro dia está bom. A pandemia prejudicou, foram dois anos sem o evento. Ainda estamos organizando algumas coisas, mas para o primeiro dia está bom”, afirma o proprietário que expõe seus livros na Feira há 16 anos.

Primeiro dia teve grande movimento, impulsionado pelo dia de sol. (Foto: Luana Martini/JTR)

Para Francine Müller, funcionária da banca Santa Rita, durante os dois que o evento não pôde ser realizado, as lojas físicas sofreram uma queda considerável, principalmente aquelas que não possuíam ferramentais digitais para efetuar a venda dos produtos. Mas, em contrapartida, ela acredita que a Feira viabilize um melhor desempenho. “Quem não estava preparado para vender assim [pela internet], sofreu muito a diferença. Foi bem grande o impacto para os livreiros, caiu muito o movimento. Acredito que agora melhore com a Feira, por ter passado dois anos sem. E o pessoal é assíduo. Então, acho que agora vai deslanchar”, diz.

Francine também acredita que as estratégias de estender a Feira para além das bancas, visando atrair futuros leitores, é um bom método. “Tem gente que chega aqui e diz: ‘Ah, eu não gosto de ler’, porque não tiveram o incentivo necessário para isso. Então, é uma estratégia boa”, opina.

Já para a jovem Shopia Bosenbecker, a Feira é uma oportunidade de adquirir conhecimento de forma acessível. “Tem livros que são muito mais baratos, por exemplo, do que uma livraria normal. Aqui, tem livros de R$ 5, ou seja, deixa muito mais acessível para as pessoas lerem. O que eu acho que é muito importante, principalmente [com] a economia atual, que ninguém tem dinheiro para comprar um livro de R$ 70”, exemplifica.

A estudante Laura Carvalho crê que a Feira serve como incentivo, não só para aqueles que já são leitores regulares, mas também para os que não possuem o hábito da leitura. “Você vindo aqui, mesmo que você não esteja acostumado a ler, talvez ache um [livro], tem muitas opções, um livro que você goste, que você se identifique e talvez isso seja uma porta de entrada para a pessoa começar a ler”, declarou.

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