Prefeitura de Pelotas e Cineplast firmam ordem de serviço da Caixa Cênica do Sete

Caixa Cênica é um dos últimos passos para a reabertura definitiva do Sete de Abril. (Foto: Volmer Perez)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

O prefeito Fernando Marroni (PT), a secretária de Cultura, Carmem Vera Roig, e diretores da empresa Cine Plast Industrial Ltda., assinaram na quinta-feira (10) a Ordem de Serviço que autoriza a empresa a dar início à produção dos elementos cenotécnicos da caixa cênica do teatro histórico. A instalação está prevista para ocorrer em setembro.

“Na semana em que Pelotas completa 213 anos, tivemos mais um dia de avanço rumo à reabertura do nosso Sete de Abril, um símbolo do nosso patrimônio histórico. É um presente de aniversário que a nossa cidade está recebendo”, afirmou Marroni.

Orçado em R$ 1.241.190,00, o contrato prevê o fornecimento e a instalação dos elementos de cenotécnica, mecânica cênica e vestimentas que compõem a caixa cênica do Theatro Sete de Abril. Estão incluídos cortina, varas para iluminação, escadas de luz, lambrequim, bambolinas, pernas, rotunda e ciclorama.

A sede da empresa Cineplast Cenotécnica (nome fantasia) fica em Vinhedo, no estado de São Paulo. A empresa terá prazo de 90 dias para a execução do serviço. “Nesta quinta, tomamos as medidas para a execução atual das disciplinas de mecânica cênica e vestimentas cênicas, e parcialmente da iluminação cênica. Com essas medidas e a compatibilização com o projeto existente, podemos iniciar a produção. Tudo é produzido na nossa indústria; levaremos entre 30 e 40 dias e, depois, faremos a mobilização da equipe para vir aqui realizar a instalação, no final do prazo”, explicou Talita Cordeiro. Ela e Marcelo Alvarez Caliani, ambos diretores da Cineplast, contaram que visitaram alguns cafés da cidade e perceberam que a expectativa pela reabertura do Theatro é constante.

“Folgo em saber que, em breve, teremos no Sete de Abril a caixa cênica com a cortina, as pernas que formam as coxias por onde se movimentam atores e atrizes, a rotunda, que junto com as pernas forma a caixa preta — esse espaço de encantamento tão importante no teatro o urdimento (varas), que viabiliza a colocação de cenários e iluminação cênica.

Enfim, todos esses elementos indispensáveis para que os espetáculos aconteçam com magia”, comemorou Flávio Dornelles, um dos mais tradicionais diretores teatrais de Pelotas.

O que vem por aí

Para que o Theatro possa retomar seu funcionamento com espetáculos e público, ainda são necessários diversos serviços essenciais, orçados pela Secretaria de Cultura (Secult) em aproximadamente R$ 6,9 milhões. Desse total, R$ 2,7 milhões são destinados à etapa final da instalação elétrica; o Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI), em fase de contratação, terá custo de R$ 250 mil; e a climatização está estimada em cerca de R$ 2 milhões.

A Secult informou que, em breve, será lançada a licitação para a compra e instalação do elevador, que permitirá, pela primeira vez, que cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção tenham acesso ao foyer e ao segundo lance de camarotes, além da plataforma que dará acesso ao palco e ao primeiro lance de camarotes.

Estão em trâmite, no Departamento de Compras da Prefeitura, os processos de aquisição de duas bombas elétricas submersas, de 1,5 cv, para a drenagem pluvial do fosso do palco — em substituição às atualmente existentes, que estão em mau estado —, da aquisição do tecido para o revestimento dos camarotes e da contratação do serviço de reinstalação do lustre da plateia, que foi restaurado em parceria com o curso de Conservação e Restauro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).