
A 48ª Feira do Livro de Pelotas foi lançada nesta sexta-feira (30), na Hall Casa Una, no Parque Una. Após dois anos de pandemia, o evento literário retorna e visa incentivar a população de Pelotas a desenvolver o apreço pela leitura. Na ocasião, membros da Câmara Pelotense do Livro apresentaram a proposta deste ano – uma feira que ocupará outros espaços da praça e viabilizará uma maior adesão ao hábito da leitura por meio de eventos culturais. O lançamento incluiu um café oferecido aos convidados. A Feira está programada para ocorrer na Praça Coronel Pedro Osório, de 28 de outubro a 15 de novembro.
Após a organizadora da Feira do Livro, Theia Bender, iniciar o lançamento, falando sobre a retomada do evento junto às instituições apoiadoras, a presidente, Elisabete Lovatel, deu seguimento, apresentando a proposta para este ano, o que inclui uma nova marca, baseada em características da Feira, bem como na cidade que cede lugar a sua realização – Pelotas. A arte engloba a Fonte das Nereidas, a flor de Jacarandá e o elemento principal: o livro. Elisabete afirmou que o novo projeto visual da feira visa transformar a forma como os pelotenses enxergam “o livro e o poder que o livro tem”.

De acordo com dados do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) expostos durante o lançamento, 49,8% dos pelotenses não tem o hábito de ler livros. Em contrapartida, 52,3% têm. Tais números evidenciaram a necessidade de investir em um projeto de feira que influenciasse a população pelotense a desenvolver apreço pelos livros. Nesse sentido, a Feira proporcionará atividades, além das que serão realizadas pelas entidades parceiras na mesma linha de proposta.
Figuras influentes no processo de realização do evento também se pronunciaram durante o lançamento, entre elas, Klécio Santos, orador da Feira e CEO da empresa in.Pacto, responsável pela confecção do novo projeto visual; Beatriz Araújo, secretária de Estado da Cultura; autor Jorge Braga; prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), e vice-prefeito, Idemar Barz (PSDB). Além desses, representantes de entidades parceiras fizeram-se presentes, bem como os secretários de Cultura, Paulo Pedrozo, e Educação e Desporto (Smed), Adriana Silveira.

“A gente vai estar na praça durante 19 dias (de 28 de outubro até 15 de novembro) com uma infinidade de opções de leitura; a gente vai estar com várias atividades literárias, que as pessoas podem participar. É aberto a toda a comunidade”, disse a presidente da feira, afirmando que o intuito é aproximar as pessoas da literatura. Além disso, também expressou quais são os planos para o decorrer do ano: “A gente está com a criação dos pontos de leitura – que são espaços que vão se movimentar mensalmente, trazendo alguma atividade literária”, finalizou.

A prefeita, em seu momento de fala, destacou que, mesmo diante de um cenário desfavorável, marcado pelo pós-pandemia, por processo eleitoral, divisões, além de uma crise econômica que tem afetado especialmente os municípios, “a Feira do Livro é também uma resposta a essa dificuldades, a esse momento difícil e uma resposta através da arte, do conhecimento e da cultura – que são os caminhos que podem nos levar a superação de todas essas dificuldades”, declarou a chefe do Executivo.



