Museu do Doce de Pelotas inaugura exposição fotográfica que revela a essência da tradição

O projeto é de autoria da fotógrafa e antropóloga pelotense Simone Bilhalva. (Foto: Lylian Santos/JTR)

O Museu do Doce inaugurou, na tarde de quarta-feira (30), a exposição “Tráfego Cultural em “Ouro Branco” – Cenas da doçaria com inspiração portuguesa além-mar e na riqueza do conceito P&B”. O projeto é de autoria da fotógrafa e antropóloga pelotense Simone Bilhalva. A obra, com 24 imagens na primeira fase, investiga, documenta e celebra os intercâmbios culturais entre Portugal e Brasil, por meio da doçaria conventual portuguesa e sua influência em Pelotas, que é reconhecida como Capital Nacional do Doce.

“A especial do Museu do Doce resulta de uma tese que eu defendi há três meses atrás em Lisboa, falando sobre a doçaria, e cito o museu como a casa desse nosso patrimônio imaterial. Então, o resultado veio direto para cá e isso é muito emocionante para mim”, disse Simone.

Esse é o primeiro trabalho da fotógrafa que tem imagens completamente etnográficas, ou seja, imagens feitas sem interferir no conteúdo. Foram três anos trabalhando somente nas fotografias, tiradas em oficinas de doçarias em Pelotas.

“É muito bom ver a união da Prefeitura de Pelotas e da Secretaria de Cultura, junto com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) nessa empreitada de preservar nossa tradição e de levar cada vez mais ao conhecimento das futuras gerações”, destacou a Diretora do Museu do Doce, Nóris Leal.

A antropóloga explica que o período da exposição das obras foi propositalmente escolhido para coincidir com datas da Feira Nacional do Doce (Fenadoce). “Eu tenho certeza que nós estamos entregando algo que tem tudo a ver com a essência da nossa cidade, com a nossa cultura e com essa temática que a feira propõe”, ressaltou.

A responsável pela Coordenação de Arte, Cultura e Patrimônio da UFPel, Eleonora Campos, ressaltou a importância da exposição para promover à população uma visão sensível sobre uma das principais partes da história da cidade, principalmente na época com maior circulação de turistas.

A primeira fase do projeto ficará disponível no Museu do Doce até o dia 30 de agosto, no espaço expositivo conhecido como “sala de música”. A partir da próxima sexta-feira (8), também será apresentado na Sala de exposição Antônio Caringi, na Casa Dois (sede da Secretaria de Cultura) e ficará, também, até o final do mês.

A segunda fase retorna em novembro. “Do Sal ao Açúcar” irá ampliar as imagens mostrando as cozinhas industriais onde os doces eram feitos historicamente, os conventos, a arquitetura e o papel da mulher também presente na doçaria. Já a terceira fase, chega em fevereiro, junto com as cores possibilitando uma nova interpretação dessa realidade em todos os seus aspectos.

A primeira etapa do projeto inclui 24 imagens que retratam o cotidiano das doceiras. (Foto: Lylian Santos/JTR)

O Museu do Doce fica localizado na praça Coronel Pedro Osório, Casarão 8 e até o dia 17 de agosto está funcionando em horário especial: de terças à domingos das 10h às 18h. A partir do dia 18 de agosto, retorno ao horário normal, de terça à sábado das 13h às 18h.

Serviço

Lançamento do Projeto “Tráfego Cultural em Ouro Branco” e Workshop
Data: 1º de agosto (sexta-feira), das 14h às 18h
Local: Fenadoce – no estande da Prefeitura

Abertura da Exposição “Tráfego Cultural em ‘Ouro Branco’”
Data: 08 de agosto (sexta-feira)
Local: Sala de exposição Antônio Caringi, na Casa Dois (sede da Secult, Praça Cel. Pedro Osório, 2)

Oficinas culturais para estudantes
Data: de 11 a 15 de agosto (segunda a sexta-feira)
Local: Bistrô da Casa Dois (sede da Secult, Praça Cel. Pedro Osório, 2)

*As Oficinas serão realizadas em dois turnos, para alunos de escolas públicas e para estudantes universitários (em turnos distintos), mediante inscrição prévia.